Brasília - O Brasil tem atualmente 191,4 milhões de linhas de telefones celulares, número próximo ao da população do País, estimado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 192 milhões de habitantes. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o número de novas habilitações em setembro foi de 2,04 milhões, crescimento de 1,08% em relação a agosto.
A teledensidade, que é a relação do número de celulares habilitados por 100 habitantes, ficou em 98,98 em setembro. O maior índice foi registrado na região Centro-Oeste, onde já há mais celulares do que habitantes: são 118 linhas para cada 100 habitantes.
Do total de acessos, 82,14% correspondem a telefones pré-pagos e 17,86% a pós-pagos. A Vivo segue liderando o mercado de telefonia móvel, com 30,14% de participação. Em seguida estão a Claro (25,47%), a Tim (24,52%) e a Oi (9,51%).
A tecnologia GSM é usada por 88,07% dos acessos móveis, seguida da tecnologia de terceira geração (3G), com 6,34%, e dos modems de acesso à Internet, que correspondem a 2,96%. As tecnologias CDMA e TDMA estão embarcadas em 2,58% e 0,05% dos celulares brasileiros, respectivamente.
Vandalismo causa pane
A operadora Vivo informou que uma pane em sua rede na Capital paulista, ontem, ocorreu devido a atos de vandalismo na central do Tatuapé, bairro da zona leste de São Paulo.
Parte da rede de transmissão (fibras ópticas) que sai da central do Tatuapé e se interliga com a do centro e da região do ABC estava danificada. Essas fibras passam debaixo das calçadas e, segundo os engenheiros da operadora, um trecho de uma das calçadas estava destruída a golpes de picareta ou machado.
Os golpes teriam danificado parte das fibras, provocando falhas de comunicação na central. Resultado: os telefones ficaram sem completar as chamadas. Alguns até realizavam chamadas, mas elas caíam logo em seguida.
O problema ocorreu entre 11h30 e 14h30, comprometendo o serviço aos clientes que estavam na zona leste, centro da Capital e ABC.