Cultura

‘Culinária é a chave para tudo’

Karla Beraldo
| Tempo de leitura: 3 min

Uma junção de paixão e trabalho na vida do franco-brasileiro Olivier Anquier, a culinária é também, para o chef, a mais eficiente forma de conhecer o mundo. “A culinária é uma chave para falar de tudo: cultura, lugares, pessoas, comportamento. Ela nos permite abrir todas essas portas com uma facilidade enorme”, comentou em bate-papo com o JC Cultura, durante sua visita a Bauru.

Comandante do “Diário do Olivier”, exibido pelo canal GNT, o apresentador esteve ontem na cidade para o lançamento de um empreendimento residencial de alto padrão e aproveitou para falar sobre o que anda em alta no segmento e da forma como o paladar brasileiro aumentou suas exigências nos últimos 15 anos.

“Existe uma preocupação com a qualidade de maneira geral. Hoje, os brasileiros conseguem, de fato, fazer viagens, por exemplo. E isso permite o acúmulo de experiências, você passa a exigir outro patamar, diversidade de pratos e produtos no seu dia a dia; enfim, as exigências tornam-se diferentes”, avalia.

“Nesse contexto, houve uma busca por qualidade que continua. Uma busca que foi um pouco freada por descasos políticos e econômicos, mas, uma vez que isso se estabilizou, automaticamente houve uma evolução rápida e importante. O que evoluiu nesses 15 anos é mais importante do que os 40 anteriores de estagnação”, completa Olivier, que também já comandou quadros dedicados à culinária no “Tudo a Ver”, “Domingo Espetacular” e no “Programa da Tarde”.

Durante o bate-papo, Olivier revelou ainda sua antipatia pelo pequi e sua paixão - ao lado do fusca - pelo fogão a lenha. “Tenho um em casa, onde cozinho para os amigos, um prazer para mim”, comenta o chef que diz escolher os pratos que vai preparar de acordo com o seu estado de espírito. “A diversidade da culinária brasileira é o que mais me encanta; interpretar cada prato dentro da sua regionalidade”, faz questão de frisar.

Olivier comentou ainda como foi o encontro com a bauruense Palmirinha Onofre, que nos últimos dois dias esteve na companhia do chef para a gravação de uma receita especial de Natal para o “Diário do Olivier”. “Até comentei com ela: você sabe que vou estar na sua terra?”, brincou. “O programa ficou sensacional; ela a estrela e eu apenas o ajudante”, revela sobre o programa que vai ao ar no dia 22 de dezembro.

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Na moda

Como na maioria dos segmentos, a culinária também tem modas, fases importantes, segundo Olivier, para contribuir com a qualidade, a diversidade e a mudança de percepções do setor.

Para o chef, o salmão está entre os ingredientes que estão sofrendo o baque do modismo, enquanto a cozinha molecular - dedicada aos processos químicos e físicos relacionados à culinária - vive seu período de auge.

“O bom disso é que movimenta o setor, faz com que cada vez mais pessoas se interessem, se envolvam. No caso da gastronomia molecular, por exemplo, o que antes era inacessível, aparentemente, uma parcela disso acaba, querendo ou não, chegando às casas”, acredita.

No caso do apresentador, a casa é o restaurante L’Entrecôte D’ Olivier, no bairro Itaim, em São Paulo. “Quando estou na cidade é lá que eu fico”, finaliza.

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