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A presidente ou a presidenta?

Gino Crês
| Tempo de leitura: 1 min

Na coluna esportiva “Em Confiança” de 2/11, de Leonardo de Brito, ele afirma que o Brasil já tem outras duas marcas históricas: um operário e agora uma mulher na Presidência. Sinceramente, confessa que a língua portuguesa não é o seu forte, afirma ainda que quebra um galho na língua portuguesa. Aproveita, então, para mexer com a cabeça dos seus muitos leitores, lança a dúvida bem a propósito: devemos designar a senhora Dilma Rousseff como a nossa presidente ou a nossa presidenta. Conclui que prefere a Dilma presidente a presidenta.

Também endossamos sua preferência, senão vejamos:

Dona Dilma Rousseff tem à sua disposição dois nomes para designar seu novo cargo: presidente ou presidenta. E nada a impede de usar ora um, ora outro, dependendo do que lhe soar melhor. Com o tem-po, a preferência pode recair no substantivo válido para os dois gêneros: presidente, ou pode se tornar mais comum o uso da palavra com a desinência do feminino: presidenta.

Assim temos: uma juíza pode ser a presidente ou a presidenta de um Tribunal, por exemplo. A primeira forma é de uso mais corrente, porém é bom saber que “presidenta” é uma variação possível, assim como há outros femininos “raros” em - nta: governanta, infanta, parenta, giganta...

Caro Leonardo, pode-se afirmar, então, que é melhor usar “a presidente” ou “senhora presidente”, mas não será errado (como andam dizendo pela Internet) falar em “presidenta do Brasil”.

O autor, Gino Crês, é professor de Língua Portuguesa e colaborador de Opinião

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