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Em Livro, Busch diz que ordenou que Pentágono planejasse ataques ao Irã

Folhapress
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Washington - O ex-presidente dos EUA George W. Bush (2001-2009) ordenou ao Pentágono que planejasse ataques a Irã e Síria, segundo disse na autobiografia “Decision Points” (Momentos Decisivos, tradução livre), que lançou ontem.

Os EUA dizem manter “todas as opções na mesa’’ sobre o Irã, que Washington acusa de buscar desenvolver uma bomba com seu programa nuclear. Teerã nega.

Mas a admissão clara de que o plano foi efetivamente elaborado mostra o quão perto o país chegou de agir durante o governo Bush.

“Orientei o Pentágono a estudar o que seria necessário a um ataque. Seria para parar a bomba-relógio, ao menos temporariamente.”

Se tivesse sido realizado, o plano poderia ter desestabilizado o Oriente Médio muito além do efeito das invasões do Iraque e do Afeganistão.

Um ataque a instalações da Síria foi considerado a pedido de Israel, mas Bush concluiu que os riscos eram altos demais. Israel acabou executando o ataque em 2007.

Lula

No livro Bush ignora Luiz Inácio Lula da Silva e mal menciona o Brasil, mas elogia em profusão o ex-líder colombiano Álvaro Uribe. O Brasil não aparece nem no índice remissivo

O país é citado em dois momentos. Primeiro quando Bush diz que, com apoio americano, “democracias multiétnicas de Índia e Indonésia a Brasil e Chile se tornaram líderes regionais”.

Depois quando o ex-presidente assume crédito pela elevação do status do G20 durante a crise econômica, afirmando que decidiu reunir “Brasil (...) e outras economias dinâmicas”.

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