Maputo - O ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) disse ontem que o apoio do presidente dos EUA, Barack Obama, à Índia para que o país passe a integrar o Conselho de Segurança (CS) da ONU não atrapalha a pretensão do Brasil de ter assento permanente no órgão.
Em Moçambique, onde acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em visita oficial, o chanceler argumentou que os dois países não brigam pela mesma vaga no CS.
Ele disse acreditar que, se de fato houver reforma do conselho, todos os continentes terão que estar representados.
Segundo o chanceler, é certo que, nesse cenário de mudanças, o Brasil tem presença garantida.
“(O apoio dos EUA) afeta positivamente porque mostra que (o presidente americano Barack) Obama está com a cabeça aberta para a entrada de outros países”, afirmou Amorim.
A declaração de Obama, para o chanceler, coloca a reforma “na ordem do dia”.
Londres pede Brasil no CS
No primeiro discurso de um chanceler britânico dedicado inteiramente à América Latina em 200 anos, o ministro William Hague defendeu ontem a entrada do Brasil no Conselho de Segurança (CS) da ONU e o fim da “negligência” nas relações entre o Reino Unido e os países latino-americanos.
O chanceler afirmou que o Reino Unido “continuará a pedir por uma reforma na ONU, incluindo a expansão do Conselho de Segurança com o Brasil como membro permanente”. É uma questão, segundo Hague, de “legitimidade e equilíbrio” mundial de poder.