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Puxada por alimentos, inflação oficial é a maior desde fevereiro


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Rio - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou mais que o esperado em outubro e atingiu o maior patamar desde fevereiro, devido, principalmente, a maiores custos de alimentos. A alta foi de 0,75% em outubro, após 0,45% em setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ontem.

Analistas ouvidos pela reportagem previam leitura de 0,70%, segundo a mediana das estimativas que variaram de 0,61 a 0,71%. De acordo com cálculos de analistas, a média dos três núcleos do IPCA subiu 0,52% em outubro, ante alta de 0,40% em setembro.

O IBGE acrescentou que os alimentos tiveram a maior alta desde junho de 2008, sendo o principal impacto do mês. Os destaques nesse grupo foram os aumentos de feijão carioca, de mais de 31%, e das carnes, de 3,48%. Produtos que usam trigo e soja como matéria prima, como óleo de soja, macarrão, pão francês também têm alta, sofrendo os efeitos da elevação das comoditties no mercado mundial.

Os alimentos já subiram quase três vezes mais que no mesmo período de 2009. “O perfil do IPCA em 2010 é acompanhar o comportamento dos alimentos. A seca está afetando a produção no mundo e eleva as comodities”, disse a economista do IBGE Eulina Nunes dos Santos.

Em outubro, outros grupos com aceleração foram Transporte - com alta de 0,36% em outubro, ante 0,13% em setembro, devido aos combustíveis impactados pela alta do etanol em meio à entressafra de cana de açúcar - e Despesas pessoais - com avanço de 0,64% agora, contra 0,34% antes, em razão da elevação dos salários dos empregados domésticos.

Habitação também subiu mais, em 0,48% em outubro, contra 0,40% em setembro, em razão de aumentos de aluguel, condomínio e tarifa de água e esgoto. Os preços de Vestuário avançaram 0,89% agora, após alta anterior de 0,45%, refletindo maiores custos de sapatos.

No ano, o IPCA acumula alta de 4,38% e nos últimos 12 meses, de 5,20%.

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