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Assessor ligado a Erenice Guerra pede demissão

Folhapress
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Brasília - Suspeito de participar de esquema de lobby na Casa Civil, Gabriel Boavista Laender pediu demissão do cargo de assessor da secretaria executiva da pasta. O pedido foi publicado no “Diário Oficial da União”, ontem.

A Casa Civil, por meio de sua assessoria, informou que Laender é procurador do Espírito Santo e estava cedido à Presidência desde 2009, onde trabalhou na Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) e, depois, na Casa Civil. “Pediu exoneração, informando que pretende retornar ao seu órgão de origem”, disse a assessoria por e-mail.

Laender é a terceira pessoa ligada à ex-ministra Erenice Guerra, investigada sob suspeita de tráfico de influência, que pede exoneração.

Erenice deixou o governo em setembro após a “Folha de S.Paulo” publicar que ela recebeu empresários levados por lobistas, que cobravam para viabilizar empréstimo do BNDES. Empresa dos filhos de Erenice intermediava os negócios.

Além de Erenice e Laender, deixaram os cargos Vinícius Castro e Stevan Knezevic, ambos citados no escândalo como supostos integrantes do grupo de lobby.

Coordenador da área de regulação do plano de banda larga do governo, Laender também foi advogado da Unicel, empresa de telefonia que tem como consultor o marido de Erenice e tem interesse em investir no projeto.

O suposto tráfico de influência para favorecer a Unicel é um dos focos da investigação da Polícia Federal sobre o esquema de lobby.

Laender também é alvo da comissão de sindicância da Casa Civil que apura o caso. Os responsáveis pela investigação interna identificaram que o computador usado por ele foi acessado várias vezes com a senha de Vinícius Castro, parceiro de um dos filhos de Erenice.

A reportagem não localizou Laender ontem.

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