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Delegado Protógenes é condenado por violação de sigilo e fraude

Folhapress
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São Paulo - O delegado Protógenes Queiroz (PC do B-SP) foi condenado a três anos e quatro meses de prisão pela Justiça Federal de São Paulo. Ele é acusado de vazar informações e forjar provas enquanto chefiava a Operação Satiagraha, que condenou o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, a 10 anos de prisão por corrupção ativa.

Protógenes irá recorrer da decisão, segundo seu advogado. Ainda que a decisão da Justiça Federal se mantenha, ele não cumprirá a pena na prisão: deverá, em vez disso, prestar serviços à comunidade, segundo o processo.

O risco maior é para a carreira política de Protógenes: se não conseguir reverter a decisão judicial, ele perde o mandato de deputado federal, conquistado nestas eleições, e também fica proibido de exercer cargos públicos.

O delegado da Polícia Federal deve sua vaga na Câmara dos Deputados ao palhaço Tiririca (PR-SP): com votação maciça de 1,35 milhão de eleitores, o palhaço conseguiu “puxar” três candidatos que não tiveram votos o suficiente para se elegerem sozinhos, entre eles Protógenes (dono de quase 95 mil votos).

A sentença foi dada a partir de uma denúncia da Procuradoria da República. A publicação da sentença aconteceu anteontem.

Quanto à fraude processual, Protógenes é acusado de editar as imagens em que emissários de Dantas negociavam o pagamento de propina a investigadores. Ele também foi condenado por violação de sigilo funcional ao convidar um produtor de TV Globo para gravar a tentativa de assessores do banqueiro de subornar um delegado da PF.

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