As empresas responsáveis pela construção das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Núcleo Mary Dota, Jardim Bela Vista e Vila Ipiranga solicitaram a prorrogação do prazo para a entrega das obras por 90 dias. Com isso, as unidades previstas para abrir em dezembro só deverão ser colocadas a serviço da população no final do primeiro trimestre de 2011.
Já a unidade do Núcleo Geisel está em processo de contratação e as obras tendem a ser concluídas no final do próximo ano, conforme o secretário municipal de Saúde, Fernando Monti (PR).
As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Bauru custarão cerca de R$ 7,5 milhões, sendo R$ 6 milhões obtidos junto ao Ministério da Saúde e R$ 1,5 milhão vindos do orçamento do município. De acordo com Monti, as empresas responsáveis pelas obras do Núcleo Mary Dota - que é executada com verba municipal – e da Vila Ipiranga já protocolaram o pedido de prorrogação. “E a construtora da UPA do Jardim Bela Vista também iria ingressar com o pedido na Secretaria Municipal de Obras”, afirma o secretário.
As empresas foram contratadas para executar as obras num prazo inicial de oito meses a partir da emissão da ordem de serviço, em março deste ano. “Como os contratos das construtoras são por um ano, não vejo inconveniente em prorrogar”, observa o secretário. Monti defende que o padrão de construção exigido foi alto. “Perseguimos o objetivo de oferecer unidades com qualidade, para melhorar o atendimento à população, com conforto, como climatização do ambiente”, ressalta. “Por isso, se conseguirmos entregar as obras em um ano, faremos uma enorme tarefa”, observa.
Todas as unidades em construção em Bauru são maiores que o prédio ocupado pelo Pronto-Socorro Central (PSC), compara o secretário. A unidade do Bela Vista será a maior das quatro e terá dois mil metros quadrados de área construída. Já a UPA da Vila Ipiranga terá 1,2 mil metros quadrados e a menor será a do Núcleo Mary Dota, com 1.000 metros quadrados. Ainda em fase de licitação, a do Núcleo Geisel terá área total de 1,6 mil metros quadrados de área construída.
A unidade da região sudeste ainda não começou a ser construída. A expectativa de Monti é que a assinatura do contrato com a empresa vencedora seja feita em 45 dias. “E, se a ordem de serviço for assinada em janeiro, no final da 2011 a unidade deve estar pronta”, calcula. Enquanto as obras não são finalizadas, a pasta providencia a aquisição de maquinários, equipamentos e móveis para as unidades. “As unidades terão um nível técnico diferenciado, todas terão equipamentos para exame de raio X, o que dará maior suporte ao diagnóstico”, afirma.
Expansão
O plano de expansão da rede municipal de saúde para o ano que vem inclui o aumento do número de equipes do Programa Saúde da Família, a construção de unidade para abrigar esses profissionais e a reorganização das sete equipes que já atuam na cidade. Segundo Fernando Monti, as 12 novas unidades serão distribuídas nas regiões próximas das UPAs e abrigarão 26 novas equipes.
Para isso, alguns imóveis terão que ser construídos, observa o secretário. “E também vamos redistribuir as equipes que já estão em atividade na cidade. A região da Vila São Paulo, por exemplo, terá três unidades para abrigar quatro equipes do Saúde da Família. Já na área do Parque Santa Edwirges e Parque Jaraguá serão três unidades e sete equipes”, adianta Monti.
Ele destaca o investimento feito pela prefeitura nos últimos anos e observa que os resultados logo serão sentidos pela população. “Será um acréscimo extraordinário para a cidade. Além disso, seguimos uma política de que acabou o ‘mais ou menos’ na saúde. Ou fazemos direito ou não fazemos. O trabalho é para valer, são unidades adequadas, com todos os recursos para oferecer atendimento digno para a população”, afirma o secretário.
Hospital municipal
Para os projetos futuros, Fernando Monti observa que a próxima administração de Bauru terá que estudar com profundidade a construção de um hospital municipal. “Tenho convencimento que a próxima gestão, seja de quem for, terá que avançar nesse sentido”, afirma.
Segundo o secretário, a cidade não pode depender da estrutura estadual para atender os pacientes do sistema de urgência e emergência. “Hoje, eles são atendidos no Pronto-Socorro e acabam ficando por lá, esperando uma vaga. Não se poderia permanecer mais de 24 horas na unidade e hoje vemos pacientes ficando dias”, observa.
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Como funciona
A verba para construir, equipar e custear a operação das Unidades de Pronto Atendimento (Upas) de Bauru virá do Fundo Nacional de Saúde (FNS) diretamente para o Fundo Municipal de Saúde (FMS). Prontas, elas oferecerão serviço de raio X, laboratório para exames, aparelho de eletrocardiograma e atendimento pediátrico.
Nelas, a população poderá resolver problemas como pressão alta, febre, cortes, queimaduras, alguns traumas e receber o primeiro atendimento para infarto ou acidente vascular cerebral (AVC), entre outras enfermidades. Quando o paciente chega à unidade, os médicos prestam socorro, controlam o problema e detalham o diagnóstico. Eles analisam se é necessário encaminhar o paciente a um hospital ou mantê-lo em observação por até 24h.