O ceticismo com a reunião do G-20 somado às renovadas incertezas em relação às economias de países da Europa e mais resultados desapontadores de empresas nos EUA deixaram os investidores novamente na defensiva no mercado internacional e, por tabela, aqui.
Diante desse panorama adverso, a Bovespa voltou a trabalhar alinhada com Nova York e não teve nenhuma pausa no movimento de baixa. Na mínima do pregão, registrada no comecinho da tarde, o Ibovespa chegou a registrar perda de 0,95%, descendo aos 70.941 pontos, mas depois conseguiu pelo menos reaver os 71 mil pontos. O índice à vista fechou a quinta-feira em baixa de 0,62%, em 71.195,16 pontos.
A queda de mais de quase 1,5% nas ações da Petrobras, que divulga após o fechamento o seu balanço do terceiro trimestre, também ajudou a pressionar a Bolsa brasileira. Petrobras PN caiu 1,51% e a ON cedeu 1,47%. Esse recuo dos papéis revela a cautela dos investidores com o balanço, que deve vir mais para “neutro”, com vários pontos negativos entre os quais aumento de custos. Mas a expectativa é de um lucro maior do que o apurado no trimestre anterior.
Com uma agenda esvaziada nos EUA devido ao feriado em comemoração ao Dia do Veterano, os investidores centraram fogo no lado corporativo, que não trouxe boas notícias. O balanço da gigante Cisco Systems com projeções pessimistas de receita forçou uma queda mais acentuada no Nasdaq e no Dow Jones, que caíam 0,85% e 0,64% às 18h20, e trouxe a reboque a preocupação de que outras empresas também anunciem projeções menores do que as previstas. As ações da Cisco desabavam 16%.
Além do efeito Cisco, pesaram nos negócios o ceticismo do mercado em relação ao encontro do G-20, que começou ontem em Seul, na Coreia do Sul, no sentido de resolver o desequilíbrio cambial e mais as preocupações com a rolagem das dívidas de países da Europa no começo da semana que vem.
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RENDA FIXA
Renda bruta: 10,68%
Ganho líquido/30 dias: 0,67%
Pela taxa média de 10,68% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 20 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,84% e líquido de 0,67%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 8,59% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,68% e líquida de 0,55%.
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BOLSA DE SP
Bovespa: queda de 0,62%
Volume: R$ 5,99 bilhões
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou a quinta-feira com uma baixa de 0,62%, aos 71.195,16 pontos e com um giro financeiro de R$ 5,99 bilhões negociados.
Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones recuou 0,64% e o índice Nasdaq sofreu uma desvalorização de 0,89%.
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OURO
Ouro/grama: R$ 84,95
Variação: alta de 0,53%
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o grama do ouro terminou o dia de ontem negociado R$ 84,95, com uma alta de 0,53% em comparação com o fechamento de anteontem.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,407,86, queda de 0,04% às 18h54 de ontem.
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DÓLAR
Comercial: R$ 1,717
Variação: alta de 0,47%
O dólar comercial encerrou a quinta-feira com uma alta de 0,47%, valendo R$ 1,715 na compra e R$ 1,717 na venda. O dólar paralelo apresentou uma desvalorização de 0,53%, negociado a R$ 1,770 para a compra e a R$ 1,860 para a venda. O dólar turismo subiu 0,17% a R$ 1,673 na compra e R$ 1,803 na venda.
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Tendências no mercado
Contratos de dólar futuro com vencimento em dezembro fecharam a R$ 1,722,50 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apresentando alta de 0,47%. O Índice Bovespa Futuro caiu 0,49% aos 71.895 pontos. No curto prazo, o DI de abril 2011 subiu a 10,76%, com 252.070 contratos. Nos prazos mais longos, o DI de janeiro 2014 avançou para 11,89%, com 27.755 contratos; o DI janeiro 2017 evoluiu para 11,79%, com 17.555 contratos; e o DI janeiro 2021 foi a 11,84%, com 9.385 contratos.