Contagem - O goleiro Bruno Fernandes de Souza disse ontem no seu primeiro depoimento sobre o caso do desaparecimento e possível morte de Eliza Samudio que deu R$ 30 mil para sua ex-amante antes que ela fosse embora do sítio, sem o bebê. Segundo Bruno, Eliza disse que iria para São Paulo.
Bruno disse que Eliza pediu que ele cuidasse do bebê Bruninho por sete dias e que ele concordou em ficar com a criança. Alegou que já se considerava pai do bebê naquele momento. Durante o depoimento, disse que Bruninho é “99,9%” filho dele.
O goleiro disse que convenceu sua mulher, Dayanne Souza, a ficar cuidando de Bruninho, já que ele iria no dia seguinte para o Rio acompanhando a excursão do time de futebol de Ribeirão das Neves (MG), partida ocorrida no dia 13 de junho.
Ele declarou à juíza Marixa Rodrigues, do Tribunal do Júri de Contagem, que fez o pagamento no dia 9 de junho, quatro dias após ela chegar a Belo Horizonte, vinda do Rio.
No começo do seu depoimento, ele dissera que Eliza cobrava dele R$ 50 mil e que aceitou pagar R$ 30 mil, que era o dinheiro que ele dispunha em Minas. Por suspeitar que ele poderia não pagá-la, Eliza decidiu viajar com eles para Belo Horizonte, alegou o réu.
Após pagá-la, disse Bruno, Eliza teria pedido para ficar mais uma noite no sítio do goleiro em Esmeraldas (MG). A mulher de Bruno chegou ao sítio com as duas filhas que tem com o goleiro, onde pernoitou do dia 9 para o dia 10 de junho.
No dia 10, por volta das 17h, Eliza deixou o sítio com Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e o seu primo adolescente - o primeiro punido com medida sócio-educativa pela Justiça em Minas.
Antes de pegar a “carona” com Macarrão, disse Bruno, Eliza se despediu dele, do seu primo Sérgio Sales e de Bruninho. E deixou com ele os pertences do filho.
Em vários outros depoimentos, contudo, os réus disseram que Eliza deixou o sítio com Bruninho no colo e que, quando Macarrão e Jorge voltaram, traziam o bebê, sem a mãe. No seu depoimento, Dayanne disse que ainda perguntou a eles pela mãe da criança.
Bruno disse que Macarrão alegou que a deixara em um ponto de táxi quando ia para a casa da sua mãe lhe entregar dinheiro. Bruno disse não ter perguntado detalhes sobre isso quando eles retornaram.
A juíza quis saber se ele sabia o que Eliza iria fazer em São Paulo. Ele disse que chegou a perguntar se ela tinha alguma dívida ou algum problema. E acrescentou depois, sem saber para qual cidade de São Paulo iria: “Ela não entrou em detalhes comigo. Falou que iria para São Paulo”.