O medo de uma elevação de juros em breve na China para conter as pressões inflacionárias abateu os preços das commodities em geral, inclusive as agrícolas, debilitando as bolsas ao redor do mundo. A maior vítima desta sexta-feira foi a Bolsa de Xangai, que desabou 5,2%, a maior perda em 14 meses, espalhando aversão ao risco mundo afora. Replicando o movimento das bolsas norte-americanas, a Bovespa caiu 1,16%, aos 70.367,15 pontos, fragilizada principalmente pelas ações das produtoras de matérias-primas como Vale e Petrobras.
A Bolsa brasileira contabiliza na semana perda de 3,08%, o que a deixou com rentabilidade negativa pela primeira vez neste mês de novembro (-0,43%), mas no ano carrega ganho de 2,59%. O dia só não foi pior aqui porque o volume negociado hoje, de R$ 6,144 bilhões, ficou mais ou menos em linha com a média diária dos últimos quatro pregões (R$ 6,5 bilhões).
A decisão da China de limitar o investimento de companhias estrangeiras no mercado imobiliário doméstico a propriedades comerciais destinadas para uso próprio e de pessoas físicas estrangeiras a apenas um imóvel no país foi vista como um sinal de uma ação preparatória para uma subida na taxa de juros. Indiretamente, essa medida impede uma redução do fluxo de capital externo para países emergentes, como o Brasil.
O medo de que um aperto monetário na China, maior consumidora de metais do planeta, possa desacelerar o crescimento do país e resultar numa diminuição da demanda puxou uma onda de vendas nas commodities. O cobre caiu 3,2% em NY. O níquel derreteu 5,5%, atingindo a mínima em sete semanas, em Londres. Mesmo o ouro, que costuma ser um porto seguro dos investidores em momentos de maior cautela, cedeu 2,7%, também em Londres.
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RENDA FIXA
Renda bruta: 10,65%
Ganho líquido/30 dias: 0,64%
Pela taxa média de 10,65% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 20 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,80% e líquido de 0,64%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 8,49% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,64% e líquida de 0,51%.
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BOLSA DE SP
Bovespa: queda de 0,07%
Volume: R$ 6,15 bilhões
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terminou o dia de ontem com uma desvalorização de 1,16%, aos 70.367,15 pontos e com um volume financeiro de R$ 6,15 bilhões negociados.
Em Nova York, nos Estados Unidos, o Dow Jones caiu 0,80% e a Nasdaq teve queda de 1,46%.
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OURO
Ouro/grama: R$ 85,01
Variação: alta de 0,07%
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o grama do ouro terminou o dia de ontem negociado a R$ 85,01, com uma alta de 0,07% em comparação com o fechamento de anteontem.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de NY, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,369,66, queda de 1,41% às 18h57 de ontem.
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DÓLAR
Comercial: R$ 1,723
Variação: alta de 0,35%
O dólar comercial encerrou a sexta-feira com uma valorização de 0,35%, valendo R$ 1,721 para a compra e R$ 1,723 para a venda. O dólar paralelo apresentou estabilidade, fechando o dia cotado a R$ 1,760 na compra e a R$ 1,860 na venda. O dólar turismo também ficou estável, a R$ 1,673na compra e R$ 1,803 na venda.
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Tendências no mercado
Contratos de dólar futuro com vencimento em dezembro fecharam a R$ 1,728,00 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apresentando alta de 0,32%. O Índice Bovespa Futuro caiu 1,29% aos 70.970 pontos. Nos prazos intermediários, o DI de julho de 2011 recuou para 11,02%, de 11,05% no ajuste de ontem, com 124.260 contratos. O DI de janeiro 2012 cedeu a 11,52%, de 11,57%, com 181.610 contratos. E o DI janeiro 2013 caiu a 11,92%, de 11,96%, com 121.460 contratos. No curto prazo, o DI de abril 2011 ficou estável em 10,76%, com 57.720 contratos.