Vivemos em uma sociedade alienada ao comodismo, vivermos presos àquilo que, segundo nossos “pensamentos”, é correto, mesmo que ainda por muitas vezes não seja a verdade ou seu obtedor. A sociedade usa os seres humanos como objetos e após isso os descartam. As pessoas não se preparam por si próprias, mas para o meio social em que habitam e não entendem quando os aplausos não duram para sempre, o que é raro. Acreditam que a vida será a mesma festa, ao qual não nos interessamos, ao qual não somos con-vidados, mas automaticamente nos alienamos. Não de hoje os filósofos já refletiam essa descrença do homem em si mesmo, o deixar-se levar pela sociedade. Cito Immanuel Kant:
“Por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar cal-mas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas ideias.”
Não arriscar? Somos medrosos e covardes! Por que arriscar pelos nossos ideais é tão difícil? Ao se decidir por uma vida insana de drogas, vícios, maledicências, prostituição, falcatruas no poder público, entre outras grandes “misérias pessoais do homem”, é difícil? Não é mais fácil optar por dignidade? Quando nos fechamos e não conseguimos imaginarmo-nos lançados ao conhecimento, nossa vida perde seu sentido. Não aceitemos facilmente a desmoralização do poder público pelos políticos. Basta! Estamos pintando nossas caras de palhaço, ao invés de pintar com as cores da bandeira da dignidade humana. Temos o poder em nossas mãos, o poder de aceitar e mudar o nosso mundo.
Colocamos os políticos no poder e podemos também tirá-los como sociedade. Temos o poder em mãos, optemos pelo conhecimento, pela dignidade e não a alienação. Somos seres humanos conscientes e dotados de inteligência e destreza, temos o direito, acima de tudo o dever de mudarm se não o mundo que habitamos, pelo menos o mundo que imaginamos viver. (Paulo Otávio Arcomim Bueno, estudante de Filosofia pela Universidade Sagrado Coração – USC)