Jerusalém - O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, apresentou ontem a seu gabinete um pacote de incentivos oferecidos pelos EUA para a renovação por 90 dias da moratória nas construções na Cisjordânia a fim de reatar as negociações de paz com a Autoridade Nacional Palestina (ANP).
Embora Netanyahu não tenha declarado publicamente seu apoio à proposta, ao menos um membro do seu partido, o Likud (direita), afirmou que o premiê defende a medida e buscará sua aprovação.
As conversas de paz, retomadas no começo de setembro sob mediação dos EUA após quase dois anos congeladas, estão num impasse há quase dois meses, quando expirou a moratória de dez meses para construções em colônias judaicas anunciada no ano passado por Israel.
A medida é uma condição imposta pelo presidente da ANP, Mahmoud Abbas, para a continuidade do diálogo.
O pacote oferecido pelos EUA ao aliado foi delineado durante a visita realizada por Netanyahu a Washington na semana passada, quando o premiê encontrou a secretária de Estado Hillary Clinton.
Entre os pontos apresentados pelos EUA em troca da extensão da moratória estão negócios militares e proteção diplomática contra eventuais ações “anti-Israel’’ na ONU, além do compromisso americano de não pressionar por novas extensões do prazo.
Netanyahu afirmou a seus ministros que a proposta ainda não tem seus contornos finais e que, quando eles estiverem concluídos, a submeterá aos membros do governo para aprovação ou não.
A expectativa é que a proposta de extensão do congelamento seja submetida na próxima quarta-feira ao Gabinete de Segurança do governo israelense, onde deve enfrentar oposição de membros linha-dura da coalizão.