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Grupo ataca jovens na avenida Paulista

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - O grupo de cinco rapazes - entre eles quatro menores - que agrediu jovens em dois ataques na avenida Paulista, na manhã de ontem, usou barras de lâmpadas brancas como arma.

Primeiro, o grupo atacou dois rapazes que saíam de uma festa na altura do número 459 da Paulista - uma das vítimas conseguiu fugir e outra teve que ser internada devido aos ferimentos. Em seguida, os agressores foram em direção a um grupo de outros três jovens, já na altura do número 700 da avenida, e atacaram um deles com um golpe na cabeça.

A polícia investiga se os ataques têm motivação homofóbica - inicialmente, a PM informou erroneamente que os presos eram skinheads. Segundo o boletim de ocorrência, durante a agressão os rapazes diziam coisas como “suas bichas” e “vocês são namorados”.

O delegado Alfredo Jang, do 5.º DP (Aclimação), informou que os menores serian transferidos para a Fundação Casa ontem à noite, e o maior será encaminhado para o 2.º DP. Jang indicou que eles devem responder por formação de quadrilha, porque estavam em cinco, e lesão corporal gravíssima tentada. Além disso, afirmou que, “no mínimo”, eles estavam alcoolizados.

A mãe de um dos menores, de 16 anos, disse à reportagem que o filho teve uma “atitude infantil”. “Recebi a ligação quando ele já estava detido. Foi uma atitude infantil. Ele sai sempre com os amigos e nunca aconteceu absolutamente nada. É um garoto que tem boas notas. Estou constrangida pela situação.”

Ela contou ainda que os rapazes detidos estudam juntos em um colégio do Itaim Bibi, bairro nobre da região oeste de São Paulo.

Os ataques

À reportagem, João*, 20 anos, contou que ele e Marcos *, 19 anos, tinham acabado de sair de uma festa e esperavam um táxi quando viram o grupo de cinco rapazes atravessando a rua em direção a eles. Segundo João, estavam bem vestidos, usando roupas de marca, conversando e rindo. “À primeira vista, pareciam inofensivos. Quando passaram pela gente, um deles me agrediu na cabeça com um soco”, conta.

Cada uma das vítimas fugiu para uma direção. João conta que correu para uma estação de metrô. “Apanhei até entrar no metrô. Ainda tropecei e caí na escada.”

Quando estava seguro, ligou para o celular de Marcos, e uma mulher atendeu. Ela relatou que o rapaz estava no chão, sangrando, muito machucado e precisando de ajuda. Socorrido no pronto-socorro Vergueiro, ele foi transferido depois para o hospital Oswaldo Cruz.

“É um trauma, nunca se espera que vá acontecer isso, tão de repente. É inacreditável”, lamenta João.

Após esse primeiro ataque, os cinco rapazes continuaram caminhando pela avenida Paulista, levando barras de lâmpadas nas mãos, quando cruzaram com outros três jovens saindo de uma lanchonete.

Desta vez, Bruno*, 23 anos, foi o único agredido. Segundo o boletim de ocorrência, os jovens bateram com a barra de lâmpada na cabeça dele. Quando Bruno estava curvado, recebeu uma segunda pancada no rosto, relatou, e depois vieram socos no tronco e na cabeça.

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