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Zelador confessa ter matado ex-ministro


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Brasília - A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu o ex-zelador do prédio onde foram mortos a facadas o casal José Guilherme Villela, 73 anos, e Maria Carvalho, 69 anos, e a empregada, Francisca da Silva, 58 anos.

Segundo os investigadores da Polícia Civil, Leonardo Campos Alves confessou ter matado os três para roubar joias e dinheiro. José Guilherme Villela foi ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e advogado de Fernando Collor, ex-presidente da repúbllica e hoje senador.

Os corpos de Vilella, Maria Carvalho e Francisaca foram achados em 31 de agosto de 2009, pela neta do casal, no apartamento em que moravam, na 113 sul, área nobre de Brasília. Até ontem, a principal suspeita era a filha do casal, a arquiteta Adriana Villela, denunciada e, desde outubro, ré no processo do crime.

A arquiteta sempre negou participação. A Justiça via “conflitos de família por assuntos financeiros’’ como possível motivação dos assassinatos.

A defesa de Adriana Villela ainda não tinha informações sobre a captura do ex-zelador até o final da tarde de ontem.

A polícia do Distrito Federal ainda não descarta uma eventual participação da arquiteta, que chegou a ser presa no desenrolar das investigações.

Apuração paralela

O ex-zelador foi preso anteontem em Montalvânia, Minas. Segundo o diretor de polícia Pedro Cardoso, Alves deu detalhes dos assassinatos e do que fez com as joias.

Ele foi demitido do emprego dois anos atrás e, logo depois, se mudou para Minas. Também foi detido um suspeito de comprar as joias.

As polícias do Distrito Federal e de Minas não souberam informar se Alves foi ouvido na presença de um advogado. A reportagem não localizou a defesa do suspeito. A prisão de Alves, que trabalhou por mais de uma década como zelador do prédio cenário do crime, indica uma nova linha de apuração.

A investigação foi comandada por uma delegacia que não respondia pelo caso.

O Ministério Público informou que a apuração “foi feita sem a fiscalização’’ do promotor responsável. A chefia da polícia afirma que os investigadores receberam uma dica e a “aprofundaram’’.

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