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Validade do Enem pode ser estendida para 2 anos


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Brasília - Após enfrentar problemas com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o governo poderá ampliar de um para dois anos o prazo de validade da prova. A ideia, segundo a Folha de S.Paulo apurou, é anunciar ainda neste ano a nova validade. Parte dos exames internacionais, formulados com metodologia parecida com a do Enem, tem validade maior que um ano.

O governo também planeja realizar mais de um Enem por ano, conforme o ministro Fernando Haddad (Educação). Para ele, isso poderá diluir os riscos e permitir que mais instituições se habilitem a participar do processo.

No sábado, 6, primeiro dia de prova, parte dos exemplares tinha folhas repetidas ou erradas. Houve ainda erro no cabeçalho de todas as provas. "O problema se resolve com mais de uma edição por ano. Penso que teríamos menos atropelos, mais tranquilidade, mais parceiros, mais empresas interessadas em colaborar com o setor público'' afirmou, durante audiência no Senado sobre o Enem.

O ministro afirmou que regionalizar a prova dependeria de ampliar o banco de questões do Inep (responsável pelo Enem), usadas na formulação de provas.

Nova Prova

A data da nova prova, que será aplicada para parte dos alunos, deve ser fechada até o início da próxima semana. Apesar desse imprevisto, o ministro prometeu que não haverá atraso na divulgação das notas, que sairão na primeira quinzena de janeiro.

Ele disse que o governo poderá fazer a segunda prova para quem teve problema também no domingo. "Vamos verificar se houve algum prejuízo por outra ocorrência de alguém no domingo.''

Haddad disse que todas as ocorrências - do sábado ou do domingo - passarão por um "pente-fino''. Para mapear os estudantes, o MEC utiliza a ata de cada sala. Nesse documento, fiscais de prova anotam todas as possíveis ocorrências durante o exame. Quem reclamou sobre problemas teve o nome registrado na ata.

"Se houver registro em ata que faltou cartão para substituir ou alguma ocorrência dessa natureza, tudo que tiver sido apurado objetivamente será considerado.''

Questionado por senadores, Haddad afirmou que "não há menor dúvida'' de que houve erro do Inep. Ele se referiu às falhas de impressão. Era tarefa do Inep, conforme o edital, checar as matrizes que iriam para impressão na gráfica. "Isso está sendo apurado'', disse.

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