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Alckmin anuncia quatro secretários


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São Paulo - O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou ontem os primeiros quatro nomes que vão compor seu secretariado na nova gestão à frente do Palácio dos Bandeirantes, a partir de 1 de janeiro de 2011. Ao lado de integrantes do núcleo duro de seu comitê de transição, Alckmin anunciou Sidney Beraldo para o cargo o secretário da Casa Civil, o coronel Admir Gervásio Moreira para a Secretaria da Casa Militar, o médico Giovanni Guido Cerri para a Secretaria Estadual de Saúde e a permanência da atual secretária Lina Mara Rizzo Batisttella para a pasta dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

A divulgação dos nomes foi feita no prédio onde funciona o gabinete de transição, na Capital paulista, e durou apenas cinco minutos. Em seguida, o governador abriu o evento para perguntas dos jornalistas. De acordo com Alckmin, o anúncio dos nomes da equipe econômica não será feito neste momento, como era esperado.

“Não tem correria”, afirmou o governador, segundo o qual o grupo deve ser anunciado entre “o fim de novembro e o começo de dezembro”. Alckmin antecipou ainda que começaram ontem as negociações de cargos com partidos aliados.

Ontem, o governador se reuniu com deputados estaduais e federais do PPS. De acordo com ele, a sigla entregou ao PSDB um conjunto de sugestões para um futuro governo, incluindo propostas na área de desenvolvimento. O governador eleito afirmou que seu novo secretário da Casa Civil, Sidney Beraldo, foi escalado para ser o responsável pela negociação com os aliados.

Questionado, Alckmin sugeriu que o PV deve ter participação no seu novo time e que o provável nome para ocupar a Secretaria do Meio Ambiente é o do ex-tucano e ex-candidato da sigla ao governo de São Paulo Fábio Feldmann.

Alckmin reafirmou que pretende criar uma Secretaria de Gestão e Desenvolvimento Metropolitano que, em médio prazo, estudará propostas para o crescimento e o desenvolvimento das principais regiões metropolitanas do Estado. Ele ressaltou, porém, que a iniciativa ainda passa por um processo de discussão. Segundo o tucano, “provavelmente algumas das secretarias da atual gestão serão extintas”. Alckmin não citou quais serão elas.

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Quem são os nomeados

São Paulo - Braço direito de Geraldo Alckmin no processo da transição, Sidney Beraldo foi escalado para fazer a mediação entre as campanhas estadual e federal do PSDB, lançando mão do bom trânsito que usufrui entre as diferentes alas do partidos. Conciliador, Beraldo tem a simpatia do núcleo da sigla ligado ao ex-governador José Serra, além de contar com a admiração dos alckmistas.

O talento em costurar acordos e aplacar impasses foi, inclusive, testado na campanha deste ano, imbróglio do qual o tucano saiu bem. Diante da crise aberta com a renúncia do ex-governador Orestes Quércia (PMDB), que disputaria uma das vagas ao Senado Federal na chapa liderada pelo PSDB, Beraldo abriu mão do posto de suplente do então candidato Aloysio Nunes (PSDB-SP), eleito senador, para o PMDB.

Com o gesto, ficou a promessa de que o deputado estadual assumiria um dos postos-chave da nova gestão do PSDB no Palácio dos Bandeirantes.

O tucano já foi presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (2003/2005) e, em 2006, presidente do PSDB-SP. Em 2007, deixou o posto para ocupar a secretaria estadual de Gestão Pública no governo de José Serra.

Formado em Direito e em Química e ex-comandante do Policiamento Metropolitano de São Paulo, o coronel Gervásio é corregedor da Polícia Militar desde maio deste ano.

Giovanni Guido Cerri foi diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), doutor em Radiologia e especialista em ultrassonografia e tumores malignos.

Lina é médica fisiatra e foi diretora do Instituto de Medicina de Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (IMREA) por mais de 20 anos.

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