Foi publicada semana passa nesta coluna uma carta chamada “Cadê a UNE”, onde a autora, identificada como “Mara Montezuma Assaf”, questiona qual a posição da UNE em relação aos problemas enfrentados por alguns estudantes na realização do Enem 2010.
Primeiramente, é importante dizer que a UNE e a Ubes concordaram com a decisão do Tribunal Regional Federal da 5.ª Região de derrubar a liminar que suspendia o Enem. Para as entidades, a anulação da prova iria prejudicar milhões de estudantes que a realizaram em condições adequadas. A proposta da UNE e da Ubes, que foi levada ao ministro da Educação, Fernando Haddad, em reunião realizada quinta-feira (11/11), em Brasília, é a de que seja feito um novo Enem opcional para que nenhum estudante seja prejudicado. Uma nova reunião deve ser agendada para esta semana com o objetivo de discutir quais os critérios que serão usados para avaliar se um estudante vai ou não refazer a prova.
A UNE e a Ubes, juntas, ainda criaram uma central de atendimento na semana passada, que atendeu até sexta-feira, dia 12/11, ao total de 1.519 reclamações sobre o Exame. As reclamações foram originadas de todo o Brasil.
Se você, “Mara”, ou qualquer outro estudante se sentiu prejudicado pelos erros no Enem, procure a Central de atendimento da UNE e da Ubes para fazer suas reclamações e denúncias. Tudo pode ser feito pelo email enem2010@une.org.br ou pelo telefone (11) 2771-0792, das 9h às 17h.
Diferente do pensamento que você expressa em sua carta, “Mara”, penso que as entidades estudantis devem agir com respeito aos estudantes e as instituições, vejo que as ações promovidas pelas entidades mostram isso de forma clara. Não basta sair para as ruas aos berros, fazendo cenário para a grande imprensa nacional, como alguns querem. É preciso discutir, conversar e buscar a melhor forma de resolver qualquer problema.
Roberto Domingos - estudante de Relações Internacionais - Iesb-Bauru