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Dedicada a causas sociais, Zaira Rabello de Andrade morre aos 93

Alexandre Padilha
| Tempo de leitura: 1 min

Zaira Rabello de Andrade foi uma mulher que teve a vida traçada pelo desejo de ajudar os menos favorecidos e vontade de trabalhar de maneira rígida com projetos voltados a Bauru. Ela faleceu ontem, aos 93 anos, após conviver durante seis anos com a doença de Alzheimer.

Nas palavras do genro, Milton Simão, Zaira era uma mulher “muito batalhadora, de fibra e totalmente dedicada às crianças pobres”. Milton, casado com Sônia Rabello, lembrou que a sogra fazia parte de um grupo de senhoras que cuidava de crianças hospitalizadas.

“Era uma turma excelente formada por rotarianas e religiosas que levavam roupas e comida para os pequenos pacientes da antiga Santa Casa de Bauru”, contou Milton que, segundo amigos, era tratado como filho por Zaira.

O genro destacou ainda que Zaira foi a segunda mulher a dirigir em Bauru depois de conseguir a carteira de habilitação. “E ela era a única que gostava de dirigir na família. Todas as viagens era ela quem comandava o volante”, afirmou Milton.

Zaira foi casada com Gabriel Rabello (falecido em 1972), proprietário de uma bem sucedida indústria de transformadores bauruense e ex-presidente do Bauru Tênis Clube (BTC), responsável pela administração que construiu o histórico prédio do clube na rua Gustavo Maciel. Juntos, Gabriel e Zaira tiveram uma filha: Sônia Rabello.

“Enquanto meu sogro era presidente, a Zaira coordenava bastante coisa no BTC. Na construção da sede, ela foi responsável pelos projetos de decoração e instalação dos móveis”, completou Milton.

O velório está sendo realizado no Salão Nobre 1 do Centro Velatório Terra Branca e o enterro está marcado para hoje, às 10h, no Cemitério da Saudade, em Bauru. (

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