Rio - Um policial militar foi morto às 14h30, no centro do Rio, com um tiro na cabeça por um assaltante. O bandido foi preso e algemado e ficou estendido no chão da avenida por cerca de dez minutos. Não apresentava marca de tiro ou outro ferimento. Com a perna esquerda suja de sangue do PM baleado, o bandido foi levado por dois policiais militares para o hospital Souza Aguiar, também no centro. Segundo a PM, no caminho, ele morreu.
O assaltante foi morto com um tiro na barriga de uma pistola calibre 380. De acordo com a PM, o tiro foi disparado pelo policial que morreu. Segundo o hospital, o assaltante chegou à unidade já morto e não portava documentos de identificação. Minutos antes, rendido no chão e de bruços, o bandido, consciente, não quis falar. Protegido por cinco homens da Guarda Municipal (GM), ele se negou a dizer o nome e tentava se esquivar dos chutes e pisões de pedestres que conseguiam furar o bloqueio.
“Esse assassino tem de morrer”, gritavam transeuntes, que formaram um cordão em volta do corpo do PM e do assaltante algemado.
O policial morto completaria 31 anos hoje. Bruno de Castro Ferreira era soldado.
Segundo testemunhas, ele e mais um colega abordaram o assaltante. Também armado com uma pistola calibre 45, o bandido resistiu à voz de prisão. Bruno caminhou na direção do assaltante ,que se atracou a um pedestre durante a fuga. Ambos caíram no chão, e o PM, de pé, insistiu na voz de prisão. No chão, tentando se esconder embaixo de um táxi, o bandido atirou contra o rosto de Bruno. Outro policial, identificado como Danilo, conseguiu desarmar o bandido e o algemou.
De acordo com policiais militares, a dupla de policiais, que atuava no patrulhamento bancário da região foi abordada por diversos transeuntes que avisaram sobre a atuação de dois assaltantes. Os criminosos já haviam roubado três pessoas, segundo testemunhas.
Osvaldo da Silva Oliveira Júnior, de 22 anos, foi preso, sem oferecer resistência, pelo cabo Danilo. Morador da favela Nova Holanda, Osvaldo tinha cinco passagens pela polícia, por furto.
O soldado Bruno continuou perseguindo o bandido. No caminho , dezenas de guardas municipais tentaram conter o assaltante. “Eu mandei parar, cheguei a persegui-lo, mas quando ele apontou a arma, parei”, contou um guarda, que não se identificou. A perseguição provocou correria nas ruas do centro.