Esportes

Policiais da Rocam ‘treinam’ prevenção

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 3 min

O dia de ontem foi marcado por aperfeiçoamento e treinamento para 38 policiais militares da Ronda com Apoio de Motocicletas (Rocam) do Pelotão de Força Tática da região, na Toca da Coruja. Profissionais de Marília, Jaú, Barra Bonita, Lins, Ourinhos, Pederneiras e Lençóis Paulista se uniram aos de Bauru logo pela manhã no Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4) para reciclagem de procedimentos operacionais e atendimento de ocorrências.

No período da tarde eles participaram de um treinamento de pilotagens específicas envolvendo curvas, frenagens e obstáculos com o objetivo de realizar um trabalho com mais segurança.

No CPI-4, os policiais que estavam sendo treinados foram recebidos por quatro oficiais do 2º. Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM) da cidade de São Paulo.

“Eles aprenderam partes específicas de abordagens, de manutenção de equipamentos das motos, procedimentos operacionais e também teoria. À tarde eles vão aprender técnicas de frenagem, conduzir a moto em pistas irregulares de forma mais segura”, ressaltou o 1º. tenente Gustavo Cardoso Xavier, que é comandante do segundo Pelotão da Força Tática de Bauru e estava coordenando os policiais em treinamento.

Gustavo aponta que esse tipo de aperfeiçoamento acontece todos os anos e que mensalmente a Rocam, a Cavalaria, o Canil e os condutores de veículos da Força Tática também fazem treinamentos para reciclagem das aprendizagens, podendo assim solucionar dúvidas e evitar erros operacionais.

Pilotando

O profissional que ministrou o treinamento de técnicas de pilotagem aos policiais pela terceira vez foi o bauruense Marcel Sona Cardoso. Com 25 anos de carreira, ele é instrutor formado pela Honda, bicampeão brasileiro de supermotard, categoria que abrange asfalto e terra, e tricampeão paulista de motocross.

Antes da parte prática, os policiais participaram de uma aula teórica com Marcel. Nessa parte do treinamento ele ensinou como manter a concentração e também a consciência, já que em alguns momentos, como por exemplo em uma busca a um acusado, às vezes a adrenalina “nubla” os planos iniciais. Isso pode gerar desconcentração do condutor e, consequentemente, um acidente.

Uma das primeiras orientações de Marcel foi a realização de curvas em alta velocidade passando do asfalto para o gramado. “Na curva não pode desacelerar, tem que manter a aceleração. Também não pode acionar o freio dianteiro, senão a motocicleta perde o controle”, explicou aos policiais na ocasião.

E lá foram eles. Os 38 profissionais, uns mais lentos, outros mais rápidos, mais prudentes e mais ousados, com consciência de concentração no volante executaram a tarefa com perfeição, que foi analisada minuciosamente pelo piloto Marcel.

Outra parte do treinamento ensinava os policiais a passarem por obstáculos, muito comuns de serem encontrados ao longo do trajeto. O objeto escolhido para o teste foi um pneu.

“Você imagina um cachorro nessa ocasião. O momento de impacto se torna maior quando você freia. Porque o peso todo da moto está centralizado nas rodas, então, toda força é puxada para baixo, resultando em um impacto maior. O correto é manter a aceleração constante, tentar desviar, e se não conseguir no momento de impacto acelerar novamente”, observou o piloto.

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Sem acidentes há 7 meses

O 1º. tenente Gustavo Cardoso Xavier, comandante do segundo Pelotão da Força Tática de Bauru que coordenando os policiais em treinamento, apontou que há sete meses nenhum policial sofre acidente, mesmo que leve, em ocasiões de trabalho.

“O último registro aconteceu em abril deste ano, mas o policial só teve escoriações superficiais na pele. Ele não fraturou nenhum membro, por isso o treinamento é muito importante”.

Para o bauruense Marcel Sona Cardoso, que ministrou o treinamento dos policiais e é instrutor formado pela Honda, bicampeão brasileiro de supermotard, categoria que abrange asfalto e terra, e tricampeão paulista de motocross, o treinamento também garante um bom desempenho do policial e evita futuros transtornos familiares. “O importante é também evitar que um policial se machuque, fique inativo, gerando um sofrimento geral de família. Esse é o fundamento do curso”.

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