A Bovespa embarcou na melhora geral das bolsas internacionais, especialmente as de Nova York, e teve mais um dia de recuperação ontem, com um pouco mais de fôlego. Por pouco o Ibovespa não retomou o patamar dos 71 mil pontos ao cravar no começo da tarde a máxima de 1,72%, sustentada pelo bom desempenho das ações ligadas às commodities, que voltaram à cesta de compras dos investidores no exterior. Com a ajuda de Vale, Petrobras e das siderúrgicas, o Ibovespa fechou em alta de 1,54%, aos 70.781,40 pontos.
Embora os riscos que nos últimos pregões deprimiram as bolsas e as commodities ainda não tenham se dissipado, os investidores amanheceram com um viés positivo em relação aos problemas da dívida soberana na Europa e à escalada da inflação na China. Não houve nenhum anúncio ou medida concreta que pudesse justificar essa recuperação dos mercados.
O estímulo para a correção de preços nesta quinta-feira veio principalmente da expectativa de que a Irlanda, que voltou a ser a bola da vez, feche em breve um pacote de socorro financeiro de até 100 bilhões de euros com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), que estão no país para examinar as finanças públicas e o sistema bancário.
A melhora de humor foi corroborada ainda pelo resultado favorável dos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA na última semana, que subiram 2 mil ante estimativa de analistas de aumento de 8 mil pedidos, e pelo bem sucedido IPO da General Motors na Bolsa de Nova York. A montadora, que ficou mais de um ano com o capital fechado, conseguiu levantar US$ 20,1 bilhões na reabertura de seu capital, o maior IPO da história dos Estados Unidos. O índice Dow Jones registrava valorização de 1,54%, o S&P 500 avançava 1,60% e o Nasdaq, 1,70 às 18h26 de ontem.
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RENDA FIXA
Renda bruta: 10,62%
Ganho líquido/30 dias: 0,70%
Pela taxa média de 10,62% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 20 dias úteis foi fechada hoje com rendimento bruto de 0,88% e líquido de 0,70%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 8,50% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,71% e líquida de 0,57%.
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BOLSA DE SP
Bovespa: alta de 1,54%
Volume: R$ 6,53 bilhões
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o dia de ontem com uma valorização de 1,54%, aos 70.781,40 pontos e com um giro financeiro de R$ 6,53 bilhões negociados.
Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones avançou 1,55% e o índice Nasdaq também teve uma alta de 1,55%.
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OURO
Ouro/grama: R$ 88,45
Variação: alta de 2,25%
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o grama do ouro terminou a quinta-feira negociado a R$ 88,45, com uma alta de 2,25% em comparação com o fechamento de anteontem.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,352,15, queda de 0,21%.
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DÓLAR
Comercial: R$ 1,713
Variação: queda de 0,75%
O dólar comercial fechou o dia de ontem com uma desvalorização de 0,75%, valendo R$ 1,711 na compra e R$ 1,713 na venda. O dólar paralelo recuou 0,53%, cotado a R$ 1,770 na compra e a R$ 1,870 na venda. O dólar turismo caiu 1,65%, negociado no final do dia a R$ 1,677 para a compra e a R$ 1,787 para a venda.
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Tendências no mercado
Contratos de dólar futuro com vencimento em dezembro fecharam a R$ 1,716,00 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apresentando queda de 0,92%. O Índice Bovespa Futuro subiu 1,51% aos 71.210 pontos. As taxas subiam nos principais contratos ao término da negociação normal. O DI janeiro 2012 subiu para 11,64%, de 11,58% no ajuste de ontem, com 326.230 contratos; o DI janeiro 2013 avançou para 12,15%, de 12,08% ontem, com 287.230 contratos; o DI de janeiro 2014 foi a 12,13%, de 12,07%, com 28.725 contratos; o DI janeiro 2017 subiu a 12,07%, de 12,04% ontem, com 20.380 contratos; e o DI janeiro 2021 fechou a 12,10%, ante 12,08%, com 7.665 contratos. A alta, ainda que leve, alcançou também os DI mais curtos, com o de abril 2011 a 10,78%, ante 10,77% no ajuste de ontem, com 86.865 contratos, e o de julho 2011 a 11,08%, ante 11,06%, ontem, com 78.820 contratos.