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Médicos Sem Fronteiras critica lentidão para controlar surto de cólera no Haiti


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Porto Príncipe - A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou ontem para a “lenta chegada da ajuda” ao Haiti, que enfrenta uma epidemia de cólera que se alastra rapidamente, e fez um apelo a todos os envolvidos “para que reforcem sua ação”.

“Enquanto a epidemia ganha importância, a lenta chegada da ajuda é agora preocupante”, destacou a ONG em um comunicado. “As carências graves no deslocamento da ajuda, o que atrapalha os esforços para limitar a epidemia”, que já causou 1.110 mortes e afetou 18 mil pessoas.

“Não é hora de se reunir nem de falar, e sim de agir”, declarou Stefano Zannini, chefe da missão no Haiti, citado no comunicado. O MSF pede a “todos os grupos e organismos de ajuda” presentes na zona que “reforcem a importância e a rapidez de seus esforços”.

Para Zannini, “é preciso um número maior de atores para tratar as doenças e aplicar as medidas de prevenção necessárias”, como a distribuição de água potável e clorada e sabão, a instalação de latrinas, a gestão e supressão dos dejetos nos centros médicos, a criação de “pontos de eliminação de resíduos perto das zonas urbanas” e mesmo “a cremação dos corpos das pessoas que morreram”.

Presídio

A epidemia de cólera que atinge o Haiti desde meados de outubro já chegou ao presídio nacional, na capital Porto Príncipe, e ameaça agora seus 2.000 prisioneiros. Segundo a Cruz Vermelha, ao menos dez presos já morreram nos últimos quatro dias e outros 30 estão infectados.

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