Um dos recordistas de todos os tempos em indicações para o Oscar, o eterno caubói Kevin Costner, de “Dança com Lobos”, cai de violão e rhythm guitar em punho hoje na arena do recinto Mello Moraes, no SP Onlive.
Costner canta às 20h com sua banda Modern West, explorando o repertório de seus três discos, em especial o álbum Turn It On, deste ano. Em entrevista à reportagem, por telefone, ele disse que a atividade de cantor e compositor não é de diletante. “É sério, estou trabalhando duro como compositor. Nos últimos três anos, tenho andado por aí tocando ao vivo, não enfiado em TVs ou estações de rádio. A atividade de músico, hoje, está para mim no mesmo patamar da de ator.”
Por enquanto, Costner tem destaque distinto nas duas profissões. Como ator, com o filme “Dança com Lobos” (1990), que ele dirigiu, protagonizou e produziu, Costner foi indicado para 12 Oscars, tendo abocanhado 7 (inclusive os de melhor diretor e melhor filme). Seu personagem, o Tenente John Dunbar, virou um personagem perene da mitologia hollywoodiana.
Outros filmes que protagonizou, como “O Guarda-Costas”, “Campo de Sonhos”, “Os Intocáveis” e “Silverado”, ajudaram a torná-lo um mito (não raro contestado, como ator). “Como músico, fui muito influenciado pelos anos 60, pelo rock’n’roll, pelo country, pelo folk, pelo rock clássico”, diz Costner, cujo estilo já foi comparado ao de John Mellencamp e Joe Cocker. “Aceito todas as comparações. Adoro ‘Unchain My Heart’, do Cocker, e sempre fui fã de Mellencamp”, diverte-se o ator.
Costner lembra que começou a levar a sério a música a partir de um encontro com John Coinman em Los Angeles para um workshop de atuação para um filme. Os dois começaram a ensaiar juntos e logo formaram a banda Roving Boy, com um outro amigo, Blair Forward.
Ele também prometeu que poderá repetir uma cover famosa, Tambourine Man, de Bob Dylan, que cantou recentemente em show em Aspen no Colorado. Hoje, além de Costner, tocam Jota Quest, Maria Gadú & Caetano Veloso e César Menotti & Fabiano. Informações no www.sponlive.com.br