• Desenvolvimento x qualidade de vida 1
A urbanização é um dos principais desafios para a saúde pública mundial, afirmam especialistas do setor reunidos em Kobe, no Japão. Para eles, as oportunidades oferecidas pelas grandes cidades devem ser associadas à qualidade de vida. A advertência é da Organização Mundial da Saúde (OMS), que coordena as discussões. Por isso há recomendações explícitas para o aperfeiçoamento do sistema de transporte coletivo e restrições ao fumo.
• Desenvolvimento x qualidade de vida 2
As orientações foram baseadas em casos considerados emblemáticos. Um deles é o da cidade de Lagos – localizada na Nigéria, a segunda maior concentração urbana da África depois do Cairo, no Egito – onde o trânsito é apontado como um dos mais caóticos do mundo, segundo estudos internacionais. Para os especialistas, o congestionamento das principais cidades do país afeta a qualidade de vida da população. O governador da região de Lagos, Babatunde Raji Fashola, afirmou que o sistema rápido de ônibus foi intensificado, aumentando a oferta de transporte seguro e eficiente para a população.
• Aids entre paulistanos
A incidência de aids nos paulistanos com idade entre 15 e 24 anos passou de 13,5 pessoas em 2000 para 7,3 em 2008 por 100 mil habitantes. As relações sexuais são responsáveis por 72,6% dos casos de contaminação. Segundo um dos estudos apresentados no 7º Seminário de Pesquisa em Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids), a região norte da capital paulista tem o maior percentual de casos notificados (21,7%), seguida da Sé (centro), com 11,1%. De acordo com o responsável pela pesquisa, Breno Souza Aguiar, já há programas voltados para prevenção nesses grupos, mas as pesquisas permitem que as campanhas sejam aperfeiçoadas.
• Bingo pela saúde
Líderes da base do governo no Congresso discutem propor que a criação de um novo imposto para financiar a saúde seja substituída pela aprovação do projeto de lei que legaliza os bingos. A solução, apesar de polêmica, é mais palatável para a maioria dos líderes do que a criação do novo imposto. O tema foi levantado em reunião do Conselho Político da Presidência da República, diante dos ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais). A liberação dos bingos, proibidos desde 2004, geraria uma receita anual de R$ 7 bilhões.
• Novas restrições ao tabaco
Autoridades dos órgãos de saúde de vários países reuniram-se no Uruguai para discutir controles mais rígidos sobre o tabaco, medidas que são rejeitadas pelos produtores e pela indústria de cigarros. O encontro da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Uruguai ocorre justamente no momento em que o país enfrenta questionamento em órgão regulador internacional por parte da Philip Morris International, que afirma que as rígidas regras de controle contra o fumo estão afetando os seus negócios. Um total de 171 países já assinaram a Convenção-Quadro para Controle de Tabaco e os delegados reúnem-se nesta semana para analisar as propostas de limite ao uso de aditivos nos cigarros. O tratado de saúde pública global é dirigido à indústria internacional do tabaco e ao contrabando de cigarros.
• Produtos tóxicos 1
Para evitar casos de intoxicação, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer padronizar os rótulos de produtos de limpeza, como desinfetante, água sanitária, detergente e inseticida. Esse tipo de produto, chamado de saneante, é a terceira causa de intoxicação no Brasil, segundo o Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas (Sinitox). Atualmente, cada categoria tem sua própria norma de rotulagem. Segundo a Anvisa, essa diversidade confunde o consumidor na hora de confirmar se o produto tem registro na Vigilância Sanitária local.
• Produtos tóxicos 2
A Anvisa propõe que se padronize as informações que devem vir no rótulo e também a criação de um selo para confirmar o registro na agência. Pela proposta, o rótulo deverá apresentar dados do fabricante, da composição e a finalidade do produto. As frases devem ser impressas em letra legível, com 1 milímetro de altura entre as palavras e cor diferente da do fundo. Não será permitida escrita a mão. As palavras em destaque deverão ser escritas em letras maiúsculas, negrito e com o dobro do tamanho do restante do texto. A proposta veda o uso de termos como não tóxico, seguro, inócuo, não prejudicial, melhor, excelente e incomparável.
• Doação via Internet
A partir de janeiro de 2011, o coordenador do Registro Nacional de Doares de Medula Óssea (Redome) do Instituto Nacional de Câncer (Inca), hematologista Luis Fernando Bouzas, espera colocar em funcionamento um sistema de informática que permitirá o cadastramento de doadores pela Internet. Hoje, o acesso é pelo e-mail redome@inca.gov.br. O cadastro é feito por meio dos hemocentros. Já os pacientes que precisam buscar doador são inscritos, via internet, no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme) pelos seus médicos assistentes. Qualquer pessoa na faixa etária dos 18 aos 55 anos pode se inscrever como doadora de medula óssea. Para tanto, em um primeiro momento, ela deve fornecer seus dados pessoais e fazer a coleta de uma amostra de sangue.
• Sintomas do AVC 1
A cada cinco minutos, um brasileiro morre por causa de um acidente vascular cerebral (AVC), segundo dados da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), com base em informações do Ministério da Saúde. São quase 100 mil mortes por ano no Brasil. Apesar disso, especialistas alertam que a maioria dos brasileiros desconhece os sintomas da doença e não procura o médico. Na maioria dos casos, o AVC, popularmente chamado de derrame, é causado pelo entupimento de uma artéria cerebral por um coágulo, impedindo o sangue de chegar a outras áreas do cérebro.
• Sintomas do AVC 2
Os sintomas de um AVC são fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo, dificuldade para falar, entender ou enxergar, tontura repentina e dor de cabeça muito forte sem motivo aparente. A recomendação é que o paciente inicie o tratamento cinco horas após o aparecimento dos primeiros sintomas. O atendimento rápido aumenta em 30% as chances de sobrevivência. Os especialistas alertam ainda que é possível prevenir o acidente vascular, desde que sejam adotados cuidados no decorrer da vida – entre eles praticar exercícios físicos, ter alimentação saudável e evitar o fumo, o consumo de álcool, além de ficar em alerta com as taxas de pressão e do colesterol. A doença incide na população com mais de 65 anos, mas pode ocorrer em jovens e até recém-nascidos.