Damaris, venho por meio deste conceituado meio de formadores de opinião parabenizar pelo seu trabalho, mas ao mesmo tempo focar em alguns pontos aos quais você citou em seu depoimento pessoal. Sou morador de um condomínio fechado de Bauru, trabalho de segunda a sabado e apenas tenho o domingo como descanso. Assim como você, acredito eu, logo, como você, em seu período de recesso, não gostaria de ser importunado por qualquer que seja o motivo. Segundo: sei que o Censo é imprescidível para nosso governo saber como aplicar seus recursos e saber também como “anda” o crescimento das cidades e do povo brasileiro, para saber em que ou aonde ele deve aplicar seus recursos de projetos sociais.
Penso eu (espero estar enganado) que seu discurso é no entanto um leve pensamento socialista, pois nem todas as “pessoas esclarecidas”, como nem todos os menos favorecidos tanto monetariamente como culturalmente são “legais”, “bonzinhos”. Sendo assim, foi um leve acaso do destino ao qual você participou de todos “menos favorecidos” serem “legais” e todas as pessoas mais esclarecidas serem “chatas”.
Então acho que para você questionar ou falar algo que seja quase generalizado sobre uma clas-se deve-se conhecer a todos, pois esteve aqui um recenseador e eu e minha família o acolhemos muito bem, ofereci um copo d’ água para ele e respondi a todas as suas perguntas. Claro que não me sinto bem em outra pessoa saber o quanto ganho por mês (moro em um condomínio fechado, imagine), não me sinto bem falando disso nem com minha esposa quanto mais com um estranho. Sendo assim, peço que em suas próximas cartas tenha um maior conhecimento sobre quem ou o que irá falar.
Denis Ferrari