Internacional

Papa foca futuro da Igreja com cardeais


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Cidade do Vaticano - O papa Bento XVI empossou ontem 24 novos cardeais da Igreja Católica de todo o mundo, em uma nomeação que pode ter incluído o seu sucessor como líder dos 1,2 bilhão de católicos no mundo.

Enquanto as delegações nacionais aplaudiam, os novos cardeais - incluindo o brasileiro dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida - foram elevados ao posto de principais assessores do papa, em uma cerimônia solene na Basílica de São Pedro, conhecida como consistório.

Cada um dos 24 prometeu lealdade ao pontífice, aos futuros papas e à Igreja, mesmo que isso signifique dar suas vidas por eles. No total, 20 dos novos cardeais têm menos de 80 anos e, portanto, podem participar do conclave que elegerá o sucessor de Bento XVI, após a morte do papa atual.

Os novos cardeais incluem também o arcebispo de Washington, Donald Wuerl, que é uma importante personalidade na capital norte-americana e deve ter um papel de liderança na resposta da Igreja aos escândalos de abuso sexual por padres.

Antes da cerimônia, o Vaticano disse a bispos de todo mundo que eles terão de assumir mais responsabilidades para impedir o abuso sexual de padres sobre crianças, depois de uma série de escândalos em todo o mundo.

O Vaticano também afirmou, em comunicado emitido após um encontro de cardeais que durou toda a sexta-feira, que está preparando novas diretrizes para seus bispos, para alertá-los sobre como agir em relação ao tema do abuso sexual, incluindo a cooperação com as autoridades locais.

Os cardeais da Igreja Católica de todo o mundo realizaram uma rara reunião para discutir a liberdade religiosa, o abuso sexual de crianças por parte de padres e a aceitação de convertidos da Igreja Anglicana.

O cardeal William Levada, o norte-americano que chefia o comitê doutrinário, cargo que era de Bento XVI antes de ele se tornar papa, falou sobre “maior responsabilidade de bispos para a proteção de fieis confiados a eles”, disse o comunicado.

A Igreja tem tido dificuldade em lidar com os escândalos de abuso sexual de crianças e jovens, por parte de padres, em vários países.

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