São Paulo - O juiz federal Fausto Martin De Sanctis, da 6.ª Vara Federal Criminal de São Paulo, condenou ontem a empresária Tânia Bulhões Grendene Bartelle a quatro anos de reclusão, convertidos em duas penas restritivas de direito, mais pagamento de multa, pelos crimes de falsidade ideológica, descaminho, formação de quadrilha e crimes contra o sistema financeiro nacional.
A empresária pode recorrer da decisão. Pela sentença, ela está proibida de viajar ao Exterior, por mais de dez dias, sem autorização judicial - essa decisão vale por quatro anos -, e terá que prestar serviço à comunidade junto à entidade Fundação Dorina Nowill para cegos.
Tânia Bulhões confessou à justiça fraudes na importação de artigos de luxo. Ela optou pelo acordo de delação premiada, em que o acusado fornece informações sobre o esquema de fraude em troca de redução de pena.
Ela admitiu que, em 2004, resolveu expandir seus negócios, como ocorreu com a Daslu, para que fosse montado um esquema de importação de artigos de luxo que permitisse a redução de impostos.
Em sua confissão, a empresária deu informações sobre a participação de outros acusados e afirmou que seus sócios, a irmã Kátia Bulhões e Ivan Ferreira Filho, acusados de participação no caso pelo Ministério Público Federal (MPF), junto com Tânia e outras dez pessoas, são inocentes.