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Funcionário de carreira do Banco Central, Tombini ‘não tem corrente’

Folhapress
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Brasília - Gaúcho de Porto Alegre, o futuro presidente do Banco Central é, também, torcedor do Internacional, time da presidente eleita, Dilma Rousseff. Mais do que essa afinidade, Alexandre Antônio Tombini, 47 anos, tem uma característica que encantou Dilma: é firme nas suas posições, mas não é considerado inflexível. Além disso, é definido como uma pessoa conciliadora e contará com a simpatia do ministro Guido Mantega (Fazenda) e sua equipe.

Quando interlocutores de Dilma começaram a sondar pessoas próximas sobre o funcionário de carreira do BC, a primeira pergunta era sempre a mesma: ele é desenvolvimentista ou monetarista?

Era uma referência às duas correntes que rivalizaram durante o governo Lula na condução da política econômica e foram representadas pelos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Henrique Meirelles (Banco Central), respectivamente.

A resposta: “Tombini não tem corrente”, diziam amigos próximos. A conjuntura determina sua conduta, pautada por uma base teórica e prática forte.

Economista pela Universidade de Brasília (UnB), fez doutorado na universidade de Illinois (EUA). Durante sua carreira, transitou por áreas que vão de comércio exterior, supervisão bancária, normas, socorro financeiro a países, metas de inflação e cenários econômicos. Sua gestão, acreditam técnicos ligados a ele, será mais participativa.

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