Marília – A Polícia Federal de Marília ouviu ontem os advogados presos na operação “Longas Manus”, acusados de “pombos-correio” de uma quadrilha. A advogada Ariane dos Anjos foi presa em um hotel na cidade Pedro Juan Caballero, no Paraguai, na divisa com Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, e extraditada para Brasil. Ela chegou ontem no final da tarde a Marília para prestar depoimento.
O delegado Anilton Roberto Turíbio, da PF de Marília, que comanda as investigações, afirma que a advogada não aceitou atravessar a fronteira e se entregar aos policiais federais. De acordo com ele, por isso foi preciso solicitar formalmente a extradição da advogada, que foi levada para prestar depoimento aos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Os detalhes não foram divulgados. O advogado de Ariane não foi localizado.
Os nomes dos outros envolvidos não foram divulgados pela PF à imprensa. Dois acusados de tráfico disseram que só falam em juízo. Um dos acusados passou mal e teve que ser atendido por uma equipe do Resgate, na própria sede da PF. Ele seria um dos motoristas da quadrilha e foi localizado na baixada Santista.
A PF, em cojunto com o Ministério Público, prendeu anteontem cinco advogados pela suspeita de ajudarem clientes presos no comando de quadrilha de tráfico de drogas. A Operação “Longa Manus” cumpriu 13 mandados de busca e apreensão e 9 mandatos de prisão temporária (30 dias). A investigação aponta ainda que um dos chefes da quadrilha, conhecido como Sarará, continuava dando ordens mesmo preso na penitenciária de Avaré.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Marília vai instaurar um procedimento para apurar o envolvimento de advogados na operação “Longa Manus”.