Bairros

Problemas com tubulação geram alagamento em estabelecimento

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 2 min

Uma tubulação que perpassa uma viela localizada na travessa do segundo quarteirão da rua Doze de Outubro, no Jardim Bela Vista, em Bauru, é motivo de transtorno para um comerciante que mantém um Café, chamado de “Mell Kafé Bistrô”, na quadra 5 da rua Afonso Pena, na mesma localidade.

A estrutura, que transporta água de chuva de toda a viela, acaba por desembocar, por vezes, no interior do estabelecimento. Resultado: o Café fica inundado, junto à sujeira e barro acumulado, vindos da vizinhança da viela.

Isso acontece já que a construção da propriedade atingida fica submetida a uma via inclinada. As casas da viela estão acima do nível da rua Afonso Pena, onde se localiza o Café. Assim, toda a água da chuva que percorre a viela escorre para dentro de um encanamento, de oito polegadas, que passa pelo terreno de Jeferson Dario, dono do Café. O “caminho” percorrido pelo duto termina numa caixa de inspeção. Dali, a água é levada por outros canos até a rede pluvial.

Porém, a caixa de inspeção, que fica encostada em uma das paredes do fundo do estabelecimento, vive estourando. Dessa maneira, toda a água procedente da chuva transborda para dentro do comércio, misturada a um volume de sujeira, fezes e barro.

“O prejuízo é grande. Tenho que fechar o local, limpar toda a sujeira que vem pra dentro”, alega Dario, que precisou manter fechado o estabelecimento por quase uma semana devido aos prejuízos. Nesta semana, o empresário sofreu mais uma vez com os danos, devido à forte chuva.

Para complicar ainda mais, outros dois canos passam pela propriedade de Dario, levando o esgoto das casas para a rede. Às vezes, quando eles entopem, transbordam o esgoto pelo ralo do banheiro, como já aconteceu uma vez, conforme relata o proprietário.

O presidente da Comissão Interna de Prevenção a Acidentes (Cipa) do DAE, Fábio Machado Randi, disse que assumiu o pedido do proprietário para concretizar os reparos periódicos nas caixas de inspeção que tentam reter a água da chuva, evitando assim que ela desmorone. Todavia, reparos são feitos e refeitos, já que constantemente a estrutura se rompe. “Seria necessário construir uma passagem para essa água ser despachada, como um quintal,” indica Randi. “A água da chuva não é de responsabilidade do DAE”, explica.

De acordo com o presidente da Cipa, o dono do estabelecimento deve entrar com pedido de ressarcimento de danos. “Assim, a situação será encaminhada ao órgão público responsável, que vai examinar a situação tomar alguma providência cabível”, informou. E ainda, como se trata de propriedade privada, para os órgãos atuarem ali, seria necessário fazer desapropriação.

A Secretaria de Obras informou que o problema deve ser discutido entre o comerciante e os donos das casas da viela que corta a rua Doze de Outubro, já que a rede pluvial e de esgoto desses imóveis passa pelo Café. Neste caso, a prefeitura não pode intervir.

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