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Presidente eleita recusa se reunir com Obama antes de tomar posse

Folhapress
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Brasília - Dilma Rousseff recusou o convite e não irá se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, antes da posse, marcada para o dia 1 de janeiro. A ideia do presidente norte-americano era que Dilma o visitasse no mês que vem na Casa Branca, em Washington. A reunião enfrentou resistências no governo, entre elas do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, Dilma tem “problemas na agenda” por causa dos compromissos do governo de transição. Uma das dificuldades teria sido encontrar uma data disponível em comum para os dois presidentes. O governo Obama chegou a sugerir a reunião no dia 17 de dezembro, quando Dilma será diplomada presidente.

A petista deve encaminhar nos próximos dias uma carta para Obama dizendo que espera que a reunião ocorra o mais rápido possível. O governo brasileiro trabalha com a visita de Obama ainda no primeiro semestre de 2011, se possível em janeiro.

“É uma questão exclusivamente de agenda. A presidente está se ocupando dos grandes temas de organização de seu governo e mesmo as questões internacionais ela discutiu muito pouco”, disse Garcia.

A conversa central entre Obama e Dilma seria a guerra cambial. Logo após ser eleita, Dilma, ao lado do presidente Lula, subiu o tom das críticas e acusou Estados Unidos e China de promoverem uma guerra cambial para proteger suas economias. A dupla levou o tema para a reunião do G20, em Seul no início do mês.

Garcia disse que “houve absoluta compreensão” da recusa do convite por Washington. Ontem, ele também conversou com o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon.

A dedicação à montagem da equipe e problemas na agenda também foram as justificativas apresentadas por Dilma para cancelar sua participação no jantar de homenagem oferecido ao presidente Lula anteontem pela União de Nações Sul-Americanas (Unasul), em Georgetown (Guiana).

Agora, a expectativa é de que Dilma prestigie a reunião do Marcosul com os presidentes sul-americanos mais próximos do Brasil, em Foz do Iguaçu, no dia 16 de dezembro.

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