Internacional

Conselho Eleitoral do Haiti confirma eleição mesmo com surto de cólera


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Porto Príncipe - O Haiti vive as últimas horas antes da eleição geral de domingo, considerada a mais importante da história recente do país, sob temor da violência e atribulado pelo surto de cólera que já matou mais de 1.500 pessoas nas últimas semanas. Os haitianos escolherão no próximo domingo um novo presidente, os representantes da Câmara dos Deputados e 1/3 do Senado. O novo governo e as instituições parlamentares renovadas terão o desafio de comandar a reconstrução do país após o devastador terremoto de janeiro, que matou cerca de 300 mil pessoas.

Depois dos protestos violentos na semana passada, o clima é de apreensão na véspera do voto em Porto Príncipe. Sob comando do Brasil, as forças de paz da Minustah garantem que essas eleições serão “muito melhores” dos que as de 2006. Em conversa com a imprensa brasileira, o comandante do braço militar da Minustah, general Paul Cruz, destacou como positivo o fato de que os principais candidatos defenderam a realização das eleições e têm incentivado a população a votar.

Diante do surto de cólera, especialmente no centro do país, a participação dos eleitores é considerada uma incógnita. Para incentivar o voto, a autoridade eleitoral haitiana decidiu instalar urnas até mesmo nos maiores campos de desabrigados da capital. Desde o terremoto, 1,5 milhão de pessoas vivem em barracas espalhadas em terrenos e praças de Porto Príncipe. ONGs e analistas políticos alertam para o risco de fraudes.

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