Combinar cores vibrantes sem deixar o ambiente desconfortável e com aspecto carregado é uma das missões que mais gera dúvidas entre quem pretende decorar um cômodo. Isto porque o limiar entre o acerto e o erro é tênue: sem peças coloridas o local corre o risco de se tornar sério e sombrio demais, já o excesso de cor pode ser o sinal de boas-vindas ao brega.
Para não errar, a principal dica da designer de interiores Cristina Zaiden é escolher tons neutros, como o bege e branco para as paredes, e o preto, tabaco e tons de marrom para peças da mobília; e reservar o toque ousado e colorido para almofadas, quadros, vasos e outros objetos.
A dica é precedida de uma boa justificativa: trocar os móveis e pintar paredes não é algo que possa ser feito com tanta frequência quando se tem um orçamento apertado. Já os objetos decorativos podem até ser encontrados em lojas de R$ 1,99, portanto, se enjoar, é só trocar.
Xô, cara de farmácia!
A luz de um ambiente é tão importante como os móveis, as cores das paredes ou os objetos que o compõem. Se bem executada, a iluminação agrega valor, charme e conforto; se esquecida, pode causar incômodo.
Mas pelo fato da iluminação ser considerada pela maioria das pessoas um ponto secundário na decoração de um imóvel, os cuidados com esse item quase sempre ficam fora dos holofotes.
O principal erro é também o mais contraditório: o uso indiscriminado de lâmpadas econômicas. É fato que este recurso traz muitos benefícios, por ser econômico e ecologicamente correto. Porém, por outro lado, tende a deixar os ambientes pálidos, com ‘cara de farmácia’, opina a designer de interiores Cristina Zaiden.
Para fugir do impasse entre a beleza e os bons hábitos, a melhor alternativa ainda é o caminho do meio. Para isso, dê preferência a lâmpadas econômicas de coloração amarela, que já existem no mercado, ou tente disfarçar as de coloração branca ao posicioná-las dentro lustres e luminárias, evitando sua exposição.
Cheiro verde
Em uma época em que reinam os agrotóxicos e fertilizantes, as pessoas sentem cada vez mais a necessidade de comer alimentos fresquinhos, saudáveis e de qualidade. Porém, com base no argumento de que a correria da vida moderna não permite tal prática, muita gente acaba abdicando do hábito.
Mas, assim como em outras áreas, o paisagismo está sempre em busca de boas alternativas para trazer de volta o verde ao cotidiano das pessoas. Atualmente, cultivar em casa ou no apartamento pequenas hortas de temperos e hortaliças para uso particular passou a ser uma solução inteligente, moderna e até mesmo charmosa.
A novidade é simples e dá pouco trabalho. A horta pode ser instalada em vasos ou jardineiras, posicionadas na varanda, perto da pia ou na janela da cozinha, ensina a paisagista Edna Chaves. As dicas de cultivo podem ser obtidas com o próprio vendedor do produto. Vasos coloridos, de tamanhos e formas diferentes criam um visual inusitado e também são boa opção para quem quer incrementar na decoração.
Do tempo da vovó
Dar novos usos para velhas coisas é uma das tendências do design de interiores que ganha mais adeptos a cada dia. As razões para tanto são muitas e aparentes: reformar móveis antigos e reciclar objetos sem uso permitem personalizar o ambiente, criam um clima intimista, de aconchego e ainda permitem economizar.
Para quem tem um móvel herdado de família, que está há tempos esquecido, encostado em um canto da casa, a tarefa é simples: basta soltar a criatividade e repensar seu uso. Em muitos casos, basta mudar a cor e a disposição no ambiente para que ganhe nova utilidade. Aplicações de pedras e tecidos também são uma boa alternativa, ensina a designer de interiores Cristina Zaiden.
Já para quem gosta da tendência mas não tem uma peça assim em casa, vale garimpar os brechós à procura de peças. Quase sempre o resultado é positivo.
Jardim vertical
Quem mora em apartamento ou casa pequena e não tem plantas em casa por conta da falta de espaço, pode comemorar: agora existem os jardins verticais.
Novidade no segmento de paisagismo, os jardins verticais são próprios para áreas com pouco espaço e causam grande impacto visual. Devem ser instalados em paredes, em ambientes que recebem luz, mesmo que artificial, e podem ser montados em diversas estruturas, desde as mais simples, como as de xaxim, até as mais sofisticadas, que contam até com irrigação. Espécies como a bromélias, orquídeas, begônias e samambaias são as ideais para este fim por terem o crescimento lento e facilidade em retirar da atmosfera água e nutrientes.
Outra alternativa, citada pela paisagista Edna Chaves, é criar jardins verticais com pequenos vasos, que podem ganhar um ar de modernidade com estruturas de ferro. Além disso é uma opção mais barata.