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Aos 100 anos, ‘Bibi’ ganha homenagem

Alexandre Padilha
| Tempo de leitura: 3 min

Ontem, a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Bauru realizou um encontro entre antigas voluntárias para não deixar o Dia do Voluntário passar em branco (que será comemorado no dia 5 de dezembro) e celebrar o aniversário de 100 anos de Abibia Aguiar Monteiro, a dona Bibi, voluntária que ajudou a entidade a dar seus primeiros passos.

Dona Bibi completa 100 anos na próxima quinta-feira, mas a presidente da Apae bauruense, Olga Bicudo, e demais voluntárias que formavam o grupo de trabalho no final dos anos 70 decidiram antecipar a comemoração para reunir todas as histórias e colocar as voluntárias novamente em contato.

Próxima de comemorar o centenário, dona Bibi disse que estava muito feliz com a festa organizada ontem. Completamente lúcida e cheia de recordações sobre os anos de voluntariado na Apae, ela destacou o trabalho e exercícios como motivos que a levam a ter tanta disposição ainda nos dias de hoje.

“A gente não pode parar. Procuro me manter sempre em atividade, leio bastante, uso o computador e faço crochê para passar o tempo e exercitar. Outra coisa que me ajuda a manter a disposição é o fato de eu não me importar com a idade. Para mim, tanto faz se vou comemorar 100 ou 60 anos, o importante é fazer tudo da melhor maneira, em todos os aspectos da vida” garantiu Bibi.

Tecnologia

Para exercitar a mente e manter um ritmo de vida mais saudável, dona Bibi faz uso da tecnologia dos computadores, que faz parte de seu dia a dia e não a surpreende ou assusta. “Jogo paciência e uso Msn e Skype, inclusive para conversar com uma neta que mora em Nova York”, declarou.

Ela contou ainda que foi voluntária da Apae de 1977 a 2001, atividade que a deixava mais “cheia de vida”. De acordo com Bibi, o trabalho solidário gera uma satisfação imensurável para aquele que o realiza. “Você esquece dos problemas e isso não deixa a mente envelhecer”, afirmou a senhora quase centenária.

Sobre sua saúde, dona Bibi disse que cuida muito bem e dificilmente adoece ou fica indisposta. Como exemplo, ela citou o fato de ter sido uma das primeiras mulheres bauruenses a dirigir um carro, algo que faria até hoje caso a família não tivesse proibido. “Quando fiz 90 anos eles acharam melhor eu parar de dirigir, mas eu acho que poderia dirigir até hoje”, brincou ao analisar que o trânsito está muito perigoso em Bauru. “Eu ficaria com um pouco de medo”, completou.

Segundo a filha de dona Bibi, Jussemy Aguiar Monteiro, a mãe tem uma “saúde de ferro”, esbanjando energia e disposição todos os dias. “Ela tem mais saúde que eu e meu marido juntos. É gostoso demais ter alguém assim tão cheia de vida ao nosso lado”, destacou Jussemy.

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Colaboradores fortalecem as entidades

Durante o evento realizado ontem na Apae de Bauru, a presidente da entidade, Olga Bicudo, analisou a importância da formação de um grupo de voluntários. Segundo ela, uma equipe de trabalhadores voluntários fortalece a estrutura da associação e a torna mais atraente e envolvida com a cidade.

“Um grupo de voluntárias é extremamente importante porque ele consegue alavancar a entidade, deixando ela com a cara da cidade. Uma entidade sem voluntariado não possui identidade e sua esperança e força ficam comprometidas”, definiu Olga.

Ela contou que assumiu a vice-presidência da Apae em 1976, quando convocou diversas mulheres bauruenses para fazer parte deste projeto de assistência a pessoas excepcionais. “Ficamos 10 anos sem uma equipe, aí formamos um grupo com 50 mulheres em 77. Dessas 50, cerca de 40 estavam presentes aqui hoje (ontem)”, revelou.

Entretanto, Olga avaliou que está muito complicado formar um time de voluntários nos dias atuais. “É complicado montar uma equipe de voluntários. Os jovens possuem outras preocupações atualmente, mas sempre conseguimos renovar nosso grupo”, explicou a presidente da Apae de Bauru.

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