O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem os números revisados do Censo 2010. As estatísticas mais uma vez evidenciam o efeito das duas unidades prisionais instaladas em Balbinos (73 quilômetros de Bauru). A população contabilizada em 3.932 pessoas apresenta 3.232 homens e apenas 700 mulheres, porém, tal número é ilusório.
Se for considerado este número oficial, aparece a desproporcionalidade de 82,2% de homens na cidade e, assim, Balbinos se configura como a campeã em proporção masculina em todo o País.
Entretanto, tal quantia desigual entre os gêneros pode ser entendida pelas presenças das duas penitenciárias da cidade. Ambas são prisões masculinas e, segundo dados atualizados no último dia 19 pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), somam juntas aproximadamente 2.743 detentos.
Sendo assim, tirando a população carcerária das duas unidades construídas em 2006, seriam 1.189 pessoas vivendo em Balbinos atualmente. E, desse modo, a proporção entre gêneros até mesmo seria invertida, com predominância do sexo feminimo. Seriam 489 homens e 700 mulheres.
Ainda de acordo com os números apresentados, mais duas cidades da região aparecem entre as cinco primeiras em maioria masculina. Iaras é a quarta colocada, com 65,8% de homens, e Reginópolis vem logo em seguida, com uma população masculina de 63,9%.
Assim como Balbinos, ambas são sedes de penitenciárias. Iaras mantém uma unidade prisional e Reginópolis mais duas.
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Cidade também teve maior crescimento populacional
Os números divulgados ontem também apontam que Balbinos foi a cidade que mais teve crescimento da população da última década. Foi um aumento de aproximadamente 200%.
No começo do mês, esse apontamento já havia sido emitido pelos números iniciais do Censo e, na ocasião, o prefeito da cidade José Márcio Rigoto se mostrou crítico ao número justamente por atribuí-los às unidades prisionais.
“Não tenho dúvidas que quem imaginou trazer as penitenciárias para um município desse tamanho tinha que ter pensado na estrutura. Isso não foi feito e estamos colhendo as consequências”, declarou na época.