Belo Horizonte - Governos estaduais estão reforçando a segurança das fronteiras e mobilizando setores de inteligência das polícias contra uma eventual migração de traficantes saídos de favelas do Rio ocupadas por forças de segurança. Dos Estados que têm limites com o Rio - São Paulo, Minas e Espírito Santo -, o governo paulista é o único que disse não fazer ação especial após os ataques.
Apesar de não ter indício de migração de traficantes, o governo de Minas lançou sinal de alerta sem prazo para acabar e aumentou o número de policiais militares e de abordagens na Zona da Mata, na divisa com o Rio.
Também foram intensificadas atividades de inteligência. A PM em Juiz de Fora, cidade com forte influência fluminense, colocou 260 homens à disposição na região.
A atenção maior é para a divisa com o Rio, mas o alerta vale para toda a área limítrofe com outros Estados. “Já dei orientação para termos atenção triplicada ou quadruplicada para não (haver) desdobramento daquela violência para Minas”, disse ontem o governador Antonio Anastasia (PSDB).
No Espírito Santo, o governo disse estar fazendo um trabalho com a Polícia Rodoviária Federal para reforço de blitze nas estradas da divisa.
Segundo o governo, está havendo maior cooperação de inteligência com as autoridades do Rio. Também houve reforço de efetivo, mas o governo não revelou dados por “questão estratégica”.
Estados do Nordeste, onde já foram presos traficantes do Rio, também monitoram movimentações suspeitas. Na Paraíba, a polícia está atenta a carros com placas de outros Estados e a “sotaques diferentes”, diz o delegado do Grupo de Operações Especiais (GOE) Walber Virgolino.