Economia & Negócios

Exterior sufoca ajuste positivo e Bovespa cai 4,20% no mês; dólar recua 0,46%


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A recomposição de preços ensaiada durante a tarde pela Bovespa neste último pregão de novembro foi sufocada pelas incertezas externas. Assim, após subir até 0,84%, retomando os 68 mil pontos, a Bolsa brasileira foi abatida no call de fechamento por ordens de vendas de investidores estrangeiros, segundos fontes.

O Ibovespa encerrou o dia de ontem em baixa de 0,30%, aos 67.705,40 pontos, deixando em segundo plano o esforço dos gestores para melhorar um pouquinho a performance em novembro no tradicional ajuste de carteiras de final de mês. Novembro termina com uma perda acumulada de 4,20%. No ano, a Bolsa brasileira registra variação negativa de 1,29%.

O giro negociado cresceu nessa virada de mês, em parte decorrente das compras de ações que andaram caindo muito recentemente, o que garantiu a virada da Bolsa no meio da tarde. O volume financeiro foi de para R$ 10,1 bilhões.

Ontem, as ações das construtoras tiveram um respiro. Rossi Residencial subiu 6,09%, mas ainda assim termina novembro com perda de 9,06%. Cyrela ON avançou 4,58%, após acumular baixa de 7,66% no mês. Duratex ON teve alta de 3,70%.

A tentativa de recuperação da Bovespa não encontrou ressonância no mercado internacional, embora ontem as perdas sejam menores. As bolsas europeias e norte-americanas seguiram em baixa, tolhidas pelas dúvidas em relação à solvência fiscal não apenas de Portugal e Espanha, mas agora também da Itália, que junto com Irlanda e Grécia, que já receberam socorro financeiro, integram a sigla batizada como PIIGS. Ontem também surgiram comentários de que a França teria seu rating AAA cortado, mas o governo francês negou que o rating esteja sob ameaça. As perdas na Europa, inferiores a 1%, foram puxadas pelo setor bancário.

Nos EUA, após perder os 11 mil pontos ao operar nas mínimas do dia, o índice Dow Jones conseguiu reaver a marca e em alguns momentos da tarde transitou pelo lado positivo, mas não aguentou a pressão vendedora. O Dow recuava 0,08% às 18h. O S&P 500 marcava baixa de 0,27%.

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RENDA FIXA

Renda bruta: 10,78%

Ganho líquido/30 dias: 0,89%

Pela taxa média de 10,78% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 20 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,897765% e líquido de 0,718212%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 8,62% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,724468% e líquida de 0,579574%.

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BOLSA DE SP

Bovespa: baixa de 0,30%

Volume: R$ 10,1 bilhões

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caiu 0,30%, aos 67.705,40 pontos e com R$ 10,1 bilhões negociados. Nos Estados Unidos, o Dow Jones caiu 0,42% e a Nasdaq teve queda de 1,07%.

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OURO

Ouro/grama: R$ 85,00

Variação: queda de 0,58%

A cotação do grama do ouro apresentou ontem queda de 0,58% na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a R$ 85,00. Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,385,33, alta de 1,53%.

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DÓLAR

Comercial: R$ 1,715

Variação: baixa de 0,46%

O dólar comercial caiu 0,46% com valor de compra de R$ 1,713 e de venda de R$ 1,715.

O dólar paralelo apresentou estabilidade a R$ 1,78 na compra e R$ 1,86 na venda. O dólar turismo subiu 0,55% a R$ 1,7000 na compra e R$ 1,8230 na venda.

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Tendências no mercado

Contratos de dólar futuro com vencimento em dezembro fecharam a R$ 1,716,00 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apresentando queda de 0,20%. O Índice Bovespa Futuro caiu 0,23% aos 68.150 pontos. Ao término da negociação normal, entre os contratos curtos, o DI de abril 2011 cedia a 11,13%, com 102.940 contratos; o de julho 2011 caía a 11,57%, com 95.630 contratos. Nos segmentos intermediário e longo, o DI janeiro 2012 recuava para 11,99%, com 214.265 contratos; o DI janeiro 2013 cedia para 12,27%, com 185.85 contratos; o DI de janeiro 2014 caía para 12,20%, com 36.425 contratos; o DI de janeiro 2017 recuava para 12,10%, com 25.125 contratos; e o DI janeiro 2021 caía para 12,17%, com 5.410 contratos.

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