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PT e PMDB definem implantação de rodízio na presidência da Câmara

Folhapress
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Brasília - PT e PMDB fecharam um acordo para o comando da Câmara. Pelo entendimento, a presidência da Casa ficará com os petistas no primeiro biênio da próxima Legislatura, enquanto os peemedebistas assumem no segundo. Um documento selando os termos do compromisso deve ser assinado na próxima semana pelos dois partidos, que têm as maiores bancadas na Casa. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, ligou ontem para o presidente do PMDB e vice-presidente eleito, Michel Temer (SP), para comunicar a decisão.

PT e PMDB disputavam o comando da Câmara no primeiro biênio. Com o acerto, o PMDB cede ao PT a vaga agora, com a garantia de ter o apoio do partido aliado para comandar a Casa nos dois últimos anos da legislatura. O PT também resolveu abrir mão da exigência de acordo semelhante no Senado, onde o PMDB é maioria.

A eleição para o comando da Câmara e do Senado acontecerá em 1 de fevereiro. A união entre os dois maiores partidos do Congresso torna improvável um triunfo de outro candidato.

Segundo líderes das duas legendas, o acordo só pode ser desfeito caso o blocão (união anunciada pelo PMDB com PR, PP, PTB e PSC) seja mantido na próxima Legislatura, sem incluir o PT. “Queremos envolver (no acordo) o conjunto dos partidos da Casa. Temos que caminhar juntos”, disse Cândido Vaccarezza (PT-SP), líder do governo na Câmara e nome mais cotado para ser o candidato do PT.

Além dele, Marco Maia (PT-RS), João Paulo Cunha (PT-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP) brigam pela indicação. A bancada tem reunião na próxima segunda. Pelo PMDB, o líder Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) é o nome de consenso. Ele chegou a ameaçar lançar seu nome anteontem, caso o PT não aceitasse o acordo, mas recuou após a ligação de Dutra.

Até a semana passada, o PT brigava para incluir no acerto também um rodízio no Senado. O partido mudou de ideia ao ver que os senadores petistas estavam fazendo articulações independentes, com risco de perda do apoio do PMDB na Câmara. “Esse (presidência da outra Casa) é um assunto que cabe ao Senado”, disse Vaccarezza.

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