Astana - Autoridades americanas reagiram ofendidos, com a secretária de Estado Hillary Clinton acusando WikiLeaks de agir ilegalmente e prometendo “tomar passos agressivos para responsabilizar os que roubaram as informações”.
Hillary disse que ela discutiu o vazamento com seus colegas na reunião da cúpula da Organização de Segurança e Cooperação Europeia ontem, no Cazaquistão, e que as revelações não machucariam a diplomacia americana.
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, tem dado muitas explicações aos líderes mundiais depois da divulgação constrangedora, pelo site Wikileaks, de mensagens das embaixadas dos Estados Unidos - poucos precisaram de tanta explicação, porém, quanto o italiano Silvio Berlusconi.
Hillary aproveitou a oportunidade de uma reunião numa cúpula cazaque para tranquilizar pessoalmente o primeiro-ministro da Itália, cuja vaidade foi claramente afetada pelas mensagens norte-americanas, que o chamam de “fraco” e de festeiro.
“Não tempos amigo melhor, não temos ninguém que apoie as políticas americanas de forma tão consistente como primeiro-ministro Berlusconi”, disse Hillary Clinton aos jornalistas quando os dois se encontravam.
“Os Estados Unidos, os governos republicano e democrata de forma igual, sabem que podem contar com o primeiro-ministro para apoiar as políticas e valores compartilhados pela Itália e pelos Estados Unidos”, completou ela.
Publicamente, Berlusconi zombou das mensagens do Wikileaks, que se concentram na vida privada do primeiro-ministro de 74 anos e o descrevem como “fraco, vaidoso e ineficaz como líder moderno europeu”.
Entretanto, parece que elas atingiram um ponto delicado. Autoridades norte-americanas afirmaram que Berlusconi tratou do assunto com Hillary Clinton em suas conversas em Astana, a capital futurista do Cazaquistão.