Esportes

Copas do Mundo: Rússia 2018 e Qatar 2022


| Tempo de leitura: 2 min

Em uma eleição marcada por denúncias de corrupção, a Fifa optou ontem pelos países que ofereceram mais dinheiro para a organização da Copa do Mundo e tiveram as piores avaliações técnicas. A Rússia sediará o evento em 2018, e o Qatar, em 2022. Com as melhores infraestruturas, Inglaterra e Espanha/Portugal, que buscavam sediar o Mundial de 2018, e EUA, postulante a 2022, foram alijados por ampla maioria pelos 22 membros do Comitê Executivo da Fifa.

A Rússia ganhou já no segundo turno. Após eliminação da Inglaterra, obteve 13 votos e bateu Espanha/Portugal e Bélgica/Holanda. O Qatar precisou de quatro rodadas para sair vencedor. Mas já obteve 11 votos desde o início. No último turno, derrotou os EUA por 14 a 8. As candidaturas russa e árabe foram as que mais gastaram nas campanhas. Estima-se que os russos investiram R$ 80 milhões, o dobro dos ingleses.

Não há um valor de gastos divulgado da postulação do Oriente Médio, mas ela tinha o financiamento do xeque milionário Mohammed Bin Hamman. E contratou consultores caros como Mike Lee, que ajudou a Rio-2016. Esse dinheiro foi gasto em uma corrida eleitoral marcada por denúncias contra o corpo de votantes da Fifa. Acusados de negociar votos, dois membros do Comitê Executivo foram suspensos. E três outros, entre eles Ricardo Teixeira, são apontados pela imprensa europeia como receptores de propinas pela ISL, ex-parceira da Fifa.

Também foi uma campanha em que os relatórios técnicos foram ignorados. Pela avaliação da Fifa, Qatar e Rússia eram as candidaturas com maiores problemas. Foram as únicas a terem notas de alto risco em quesitos de avaliação. Os russos têm deficiência em transporte, especialmente aeroportos. A vastidão do país e sua distância de outros territórios casa com a falta de trens”, afirma o relatório de avaliação da entidade.

No Qatar, um problema é o calor, que chega a 40º C na época da Copa. “A eficácia e a aceitação do sistema de resfriamento de gramado é uma questão”, afirma o relatório. Para compensar, o Qatar promete gastar US$ 3 bilhões em estádios ambiciosos. Os russos elevam sua estimativa a US$ 3,8 bi para arenas -valores com infraestruturas também vão a estratosfera. Para convencer os dirigentes da Fifa, foi preciso que o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, fizesse forte lobby com o presidente da entidade, Joseph Blatter, que apoiou sua postulação. “A organização da Copa neste continente fará bem à Copa”, afirmou Blatter.

Comentários

Comentários