Internacional

Israel pede ajuda para combater incêndio que já matou 40 pessoas

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Tel-Aviv - Num gesto sem precedentes que reflete a gravidade do desastre, Israel pediu ajuda externa para debelar o maior incêndio de sua história.

O fogo deixou 40 mortos e desalojou centenas de pessoas na região do monte Carmel, norte do país, onde o incêndio teve início na manhã de ontem.

“Jamais vivemos uma catástrofe como essa”, disse o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, acrescentando que pretende declarar dia de luto nacional.

Segundo o premiê, Itália, Chipre, Grécia e Rússia atenderam a seu pedido e mandarão aviões especializados no combate a incêndios.

O incêndio destruiu cerca de 30 km2 da floresta de Carmel, ao sul da cidade de Haifa, estimou o corpo de bombeiros de Israel.

Todo o contingente de 1.500 homens foi convocado para a tarefa, mas até a madrugada o fogo continuava se espalhando.

“Perdemos totalmente o controle das chamas’’, reconheceu o porta-voz dos bombeiros de Haifa.

Israel vive um dos anos mais secos de que se tem notícia, o que tem facilitado o início de incêndios florestais.

O desastre do monte Carmel lembrou a mobilização ocorrida em situações de guerra e ataques terroristas vividas por Israel, com todas os canais de TV transmitindo ao vivo as cenas do fogo e comentaristas se revezando por várias horas seguidas. O momento mais dramático ocorreu quando as chamas atingiram um ônibus com agentes penitenciários.

Eles estavam a caminho da prisão de Damun, perto de Haifa, para retirar os cerca 500 prisioneiros, a maioria palestinos, que estavam ameaçados pelo fogo. A rapidez do incêndio surpreendeu os passageiros do ônibus. Um porta-voz da polícia contou que o fogo levou apenas três minutos para se alastrar por 1.500 metros.

Dos 50 agentes que estava no ônibus, 40 foram queimados vivos. “Eles não tiveram nenhuma chance’’, lamentou o porta-voz, Yaron Zamir.

Embora a imprensa tenha especulado que o incêndio possa ter tido origem criminosa com motivação terrorista, a polícia não quis comentar a possibilidade.

O premiê palestino, Salam Fayad, telefonou para o presidente de Israel, Shimon Peres, para transmitir suas condolências.

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