Internacional

Fundador do WikiLeaks pode ser preso no Reino Unido após novo mandado

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Londres - A imprensa britânica divulgou ontem que a polícia e a inteligência do Reino Unido sabem que Julian Assange, fundador do site WikiLeaks, está no país, mas não puderam detê-lo devido a um erro no mandado emitido pela Suécia. Em resposta, a Justiça sueca informou que uma nova ordem de prisão será emitida, informaram agências de notícias.

Os jornais “The Times” e “The Independent” afirmaram ontem que as autoridades britânicas evitam comentar o assunto, mas indicaram saber do paradeiro do australiano.

De acordo com Mark Stephens, advogado que representa Assange, seu cliente estaria de fato no Reino Unido.

“A Scotland Yard sabe onde ele está, os serviços de segurança de vários países sabem onde ele está”, declarou.

Stephens acrescentou ainda que tanto o Reino Unido quanto a Suécia poderiam entrar em contato com Assange, e que um erro de redação no mandado de prisão impede que as autoridades britânicas implementem o mandado que já foi reforçado por um “alerta vermelho” da Interpol.

“A polícia (britânica) está sendo um pouco evasiva em suas respostas, mas sabe exatamente como entrar em contato com ele, assim como a procuradoria sueca”, completou o advogado, que trabalha em Londres.

Ao ser questionado a respeito das informações sobre o suposto paradeiro no sudeste da Inglaterra, como indicaram os jornais britânicos, Stephens recusou comentar. “Não disse isto. Não estou dizendo onde está”.

Erro de redação

De acordo com o “The Times”, um erro na redação do mandado de prisão sueco contra o fundador do site WikiLeaks permitiu ao australiano escapar de uma detenção no Reino Unido.

Bombas e Argentina

Documentos secretos mostram que diplomatas britânicos discutiram formas de manter o Parlamento às cegas sobre planos de conceder a militares dos EUA uma exceção à proposta que proibiria bombas de fragmentação.

Funcionários britânicos procuravam, junto com os EUA, permitir que militares americanos mantivessem as bombas armazenadas em uma ilha do Oceano Índico.

Esclarecimentos

Segundo fontes da embaixada americana, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, ligou hoje para Cristina Kirchner, presidente da Argentina.

Acredita-se que a secretária de Estado ligou para pedir desculpas pelos escândalos do WikiLeaks. Documentos revelam que Hillary questionou sobre a saúde física e mental de Cristina Kirchner.

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Berlusconi lucrou em acordo com Putin

Londres - Novos documentos secretos revelados ontem pelo site WikiLeaks mostraram que diplomatas americanos suspeitavam que o premiê italiano, Silvio Berlusconi, poderia estar “lucrando pessoalmente e generosamente” de acordos secretos com o colega russo, Vladimir Putin.

Segundo Ronald Spogli, embaixador dos EUA em Roma, teria ouvido do embaixador da Geórgia, Putin prometeu a Berlusconi uma porcentagem de lucros de qualquer oleoduto desenvolvido pela russa Gazprom, em coordenação com a ENI, conglomerado de energia italiano.

Documentos revelam que a embaixada dos EUA considera a amizade entre eles “põe em perigo a segurança energética europeia”, segundo relatam os jornais “El Pais’’ e “Guardian”, que obtiveram acesso antecipado aos mais de 250 mil documentos vazados pelo WikiLeaks.

Spogli relata ainda que Berlusconi centrou todos os acordos da Itália em Moscou e trocou “presentes generosos” com Putin.

Berlusconi, que se orgulha de sua amizade com Putin, disse ontem que Washington sabe que ele só cuida dos interesses da Itália, e não de seus interesses pessoais.

Outros despachos incluíam comentários sobre o gosto de Berlusconi para “noitadas” e os danos físicos que elas lhe causavam.

Quase uma centena de deputados italianos exigiram ontem a renúncia do premiê.

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