Internacional

Oposição aproveita escândalo para acusar Obama


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Washington - O escândalo do WikiLeaks se tornou prato cheio para a oposição a Barack Obama. Reações de republicanos foram de críticas à “falta de urgência do governo” a pedidos de morte dos culpados.

O deputado Pete King foi um dos primeiros a fazer barulho, pedindo à secretária de Estado, Hillary Clinton, que nomeie o WikiLeaks uma organização terrorista. Ele também atacou o Pentágono por não impedir que os documentos fossem roubados.

Outros foram mais estridentes. O ex-pré-candidato republicano à Presidência Mike Huckabee pediu que os responsáveis sejam executados. E ele não se referia a Julian Assange, mas “a quem vazou os documentos”.

Outros pediram a cabeça de Assange. O ex-senador Rick Santorum o chamou de terrorista e o ex-líder da Câmara Newt Gingrich, cotado para concorrer à Presidência em 2012, disse que ele é um “combatente inimigo”.

A ex-governadora do Alasca Sarah Palin, mestre em se aproveitar dos holofotes midiáticos, desaguou reclamações via Twitter. “Eu recentemente impedi que meu novo livro “America by Heart” vazasse, mas o governo dos EUA não pode impedir?’’

O fato de que até agora Obama não se pronunciou sobre o vazamento também foi atacado, desta vez pela mídia conservadora. O apresentador da Fox News Bill O”Reilly disse que o escândalo “é outro desastre de relações públicas para Obama”.

De toda forma, a reação do governo continua ativa. Hillary começou esforço frenético para manter laços diplomáticos com o mundo. Mas para deputados em altos cargos como Pete Hoeskra, republicano mais sênior da comissão de inteligência da Câmara, nada disso foi suficiente. “Ainda não vejo um senso de urgência em resolver o problema”, insistiu ele.

Uma das poucas vozes opositoras destoantes veio de uma fonte surpreendente - do deputado libertário Ron Paul. Para ele, Assange deve ser considerado membro da imprensa livre. “Em uma sociedade livre, devemos saber a verdade”, disse.

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Exército boliviano

Washington - Documentos da diplomacia americana em La Paz vazados pelo WikiLeaks sugerem que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, comprou a lealdade de uma parte dos oficiais do Exército boliviano.

Segundo os relatórios, datados de 2007, o presidente Evo Morales estudava usar o Exército para reprimir protestos de seus opositores.

Diplomatas americanos acreditavam que a ordem poderia rachar a força em duas facções. Uma delas se recusaria a lutar baseando-se no argumento de que a tarefa não faz parte da função constitucional do Exército. A outra, que estaria recebendo vultosa ajuda financeira de Hugo Chávez, se engajaria na repressão.

No ano seguinte, o Exército foi usado para conter uma crise política, mas não houve racha na força.

O documento sugere ainda que Venezuela e Cuba estariam armando milícias independentes do Exército para reprimir os protestos de opositores de Morales.

Porém, a influência de Caracas no Exército boliviano teria despertado o ciúme de Havana, que pode enviar militares para a Bolívia, mas não consegue competir com a volumosa ajuda econômica de Chávez, segundo relatos diplomáticos.

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