Madri - O espaço aéreo da Espanha foi reaberto ontem após a greve dos controladores de voo, que paralisou os aeroportos pelo segundo dia e obrigou o governo a declarar estado de emergência.
Controladores de voo começaram a voltar ao trabalho na tarde de sábado, mas a expectativa é de que o tráfego aéreo retornasse ao normal entre 24 e 48 horas, segundo o ministro do Trabalho, José Blanco.
O Exército foi chamado para assumir o controle das torres e o governo ameaçou tomar medidas judiciais contra os grevistas, que estão travados em uma longa disputa por salários e condições de trabalho com a autoridade aeroportuária estatal Aena (Aeroportos Espanhóis e Navegação Aérea).
Passageiros acamparam nos aeroportos do país no sábado enquanto a greve causou caos e ameaçou aprofundar os problemas econômicos da Espanha. Diversas companhias aéreas, incluindo a Iberia e a Ryanair, tiveram voos cancelados. A Ibéria disse esperar que os serviços fossem retomados na noite de sábado.
Antes, o vice-premiê espanhol, Alfredo Perez Rubalcaba, disse que os controladores que não voltassem ao trabalho estariam agindo fora da lei. O governo declarou estado de emergência pela primeira vez desde o fim do governo militar do general Franco, em 1975. A greve ocorreu depois que o gabinete aprovou uma mudança nas regras sobre as horas de trabalho dos controladores de voo e após uma lei permitindo que o Exército assuma o espaço aéreo em situações de emergência.