São Paulo - A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte da estudante Stephanie dos Santos Teixeira, 12 anos, ocorrida na madrugada de sábado. Segundo boletim de ocorrência registrado no 77.º DP, em Santa Cecília, na região central, a vítima recebeu vaselina na veia em vez de soro, no Hospital São Luiz Gonzaga, no Jaçanã (zona norte).
A unidade, da rede municipal, é administrada pela Santa Casa de São Paulo. Consta do registro de óbito emitido pelo hospital, obtido pela reportagem, que a menina “foi entubada e os médicos perceberam que foram infundidos 50 ml de vaselina líquida endovenosa”.
De acordo com a polícia, a vítima morreu após ser transferida para a Santa Casa, no bairro de Santa Cecília. O caso foi registrado como homicídio culposo (quando não há intenção).
A dona de casa Roseana Mércia dos Santos Teixeira, 38 anos, mãe de Stephanie, contou que, na tarde da última sexta-feira, a filha estava passando mal e vomitou diversas vezes.
Segundo a mãe da menina, ela foi levada ao hospital São Luiz Gonzaga, onde uma médica afirmou que ela estava “desidratada” e lhe receitou quatro doses de soro.
A mãe disse que a filha melhorou após receber as duas primeiras doses, “de um recipiente de plástico”, mas piorou após a terceira, supostamente de vaselina líquida, “de um recipiente de vidro”.
O hospital disse, por meio de sua assessoria de imprensa, ter aberto uma sindicância para apurar a causa da morte de Stephanie.
Segundo um médico ouvido pela reportagem, que pede para não ser identificado, a vaselina líquida geralmente é utilizada como lubrificante em exames de toque e na colocação de curativos. Em contato com a corrente sanguínea, diz o médico, ela pode causar embolia.