Brasília - A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou ontem, por 22 votos a um, a indicação do economista Alexandre Tombini para a presidência do Banco Central, em substituição a Henrique Meirelles. Tombini foi apontado ao cargo pela presidente eleita, Dilma Rousseff, e ainda precisa ter seu nome aprovado pelo plenário da Casa antes de assumir o novo posto.
Por falta de quórum, o plenário do Senado adiou a votação para hoje.
Funcionário de carreira do BC, Tombini é o atual diretor de Normas da instituição. Já foi representante do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI) e, ainda durante o governo FHC, fez parte da equipe técnica do BC que implantou o sistema de metas de inflação no País.
Aos senadores, Tombini enfatizou a importância de se manter a inflação sob controle, num discurso semelhante ao adotado nos últimos oito anos por Meirelles.
E, assim como fez na entrevista concedida logo após o anúncio de seu nome para o comando do BC, afirmou que Dilma conferiu “autonomia operacional plena” para que o BC tome sempre as medidas necessárias para manter os preços sob controle.
Ainda como diretor, o economista participa na tarde de ontem do primeiro dia da última reunião do Comitê de Política Monetária do BC (Copom) do governo Lula. Hoje, após o segundo dia do encontro, a instituição anuncia se mexe ou não na taxa Selic, atualmente em 10,25% ao ano.