Geral

Chanceler chileno deixa direção da USC

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Depois de quatro anos e meio como chanceler da Universidade do Sagrado Coração (USC) de Bauru, o professor chileno Rodrigo Rocha deixa o cargo no próximo dia 30 de dezembro, quando termina o contrato entre o Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus (IASCJ), mantenedora da instituição, e a Universidade Santo Tomás, do Chile, dirigida por ele. A partir de janeiro de 2011, IASCJ volta a administrar a universidade.

Segundo a assessoria de imprensa da instituição, o nome da pessoa designada para o posto será anunciado até o final desse ano. O chanceler assumiu o cargo máximo da administração da USC no segundo semestre de 2006, quando a instituição passava por uma crise financeira e via cair consideravelmente o número de alunos matriculados. Segundo Rocha, isso se deu entre os anos de 1998 e 2005, devido à mudança na lei que regulamenta as instituições de ensino superior no País.

Dados do Ministério da Educação mostram que, entre 1997 e 2007, o número dessas instituições aumentou de 900 para 2.252 (crescimento de 250%). As ofertas de vagas subiram 494%. “Nossa instituição se deparou com um novo paradigma do ensino superior no País, onde infelizmente os estabelecimentos educacionais transformaram-se em comércio e os alunos, em clientes”.

Rocha explica que, no primeiro momento, foi necessária uma reforma administrativa para garantir maior eficiência no atendimento às demandas dos alunos e da universidade. “Nos primeiros anos tivemos que demitir funcionários, mas nos últimos dois anos, essa tendência foi revertida”, explica o chanceler.

Até o primeiro semestre de 2006, a USC tinha um déficit de caixa de 40%. Atualmente, os resultados econômicos apontam superávit de 26%. “Conseguimos alcançar a autosuficiência da universidade e a redução de 96% da dívida bancária institucional que havia em 2006”, relatou Rocha.

Segundo ele, o número de alunos matriculados na instituição também aumentou: o crescimento em relação ao ano de 2008 foi de 33% em 2009 e de 100% em 2010 (recordo dos últimos dez anos). Rocha relata que a prioridade das ações estiveram relacionadas ao ensino. “Nós nos modernizamos, investimos em tecnologia e laboratórios, adequamos as grades curriculares às competências exigidas no mercado de trabalho, criamos metodologias complementares à sala de aula pela Internet, implantamos novos cursos, como os de engenharia, modificamos o sistema de distribuição de disciplinas aos alunos, entre outras ações. Investindo na qualidade da educação, as outras melhorias vieram como consequencia”, explicou.

Além disso, todos os cursos da USC conseguiram nota quatro na avaliação do MEC, que mede, entre valores de um a cinco, a qualidade do ensino superior. “É um resultado satisfatório. Antes tínhamos nota três e apenas poucas instituições públicas de ensino superior atingem a nota máxima”, comemora o chanceler.

Comentários

Comentários