Economia & Negócios

Bovespa recua temendo aperto monetário na China e no Brasil; dólar vai a R$ 1,693


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As preocupações com o cenário externo não têm dado trégua para os negócios na Bovespa, que experimentou o terceiro dia consecutivo de queda. Um dos motivadores da aversão ao risco, ontem, foi a China. Os mercados foram influenciados pelo pessimismo em relação a um aumento iminente dos juros no gigante asiático, o que pode impactar a demanda por commodities. Mas o ambiente interno também começa a mitigar o otimismo em relação à economia brasileira. As recentes declarações da nova equipe econômica do governo abrem margem para o entendimento de que, além da elevação do juro já precificada pelo mercado, novas medidas de restrição ao consumo podem ser adotadas.

O Ibovespa operou praticamente durante todo o pregão no terreno negativo, fechando em queda de 1,68%, aos 68.174,92 pontos. Na máxima, logo na abertura, o índice teve ligeira alta de 0,02%, aos 69.354. Na mínima, o recuo chegou a 1,86%, aos 68.046 pontos. O volume financeiro, que dava sinais de recuperação ao longo do dia, perdeu força no fim da sessão e somou R$ 6,62 bilhões.

Pequim decidiu antecipar, de segunda-feira para sábado, a divulgação de uma série de indicadores econômicos referentes ao mês de novembro, entre eles os dados de inflação. A decisão reforça as apostas de um aumento da taxa básica de juros chinesa já neste fim de semana, em um esforço renovado para controlar a alta dos preços no país. “Isso derrubou as commodities e acaba impactando com mais força na Bovespa”, comenta Pedro Galdi, estrategista-chefe da SLW.

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RENDA FIXA

Renda bruta: 10,72%

Ganho líquido/30 dias: 0,71%

Pela taxa média de 10,72% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 20 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,89% e líquido de 0,7%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 8,58% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,72% e líquida de 0,57%.

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BOLSA DE SP

Bovespa: queda de 1,68%

Volume: R$ 6,62 bilhões

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou a quarta-feira com uma significativa desvalorização de 1,68%, aos 68.174,92 pontos e com um giro financeiro de R$ 6,62 bilhões negociados.

Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones subiu 0,12% e o índice Nasdaq teve uma alta de 0,41%.

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OURO

Ouro/grama: R$ 84,90

Variação: estável

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o grama do ouro terminou o dia de ontem negociado a R$ 84,90, estável em comparação com o fechamento de anteontem.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, nos EUA, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,381,19, queda de 0,90%.

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DÓLAR

Comercial: R$ 1,693

Variação: alta de 0,71%

O dólar comercial encerrou a quarta-feira com uma valorização de 0,71%, valendo R$ 1,692 na compra e R$ 1,693 na venda. O dólar paralelo apresentou uma queda de 1,61%, negociado a R$ 1,740 na compra e a R$ 1,830 na venda. O dólar turismo subiu 0,56%, cotado a R$ 1,623 para a compra e a R$ 1,790 para a venda.

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Tendências no mercado

Contratos de dólar futuro com vencimento em janeiro fecharam a R$ 1,699,00 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apresentando alta de 0,41%. O Índice Bovespa Futuro caiu 1,38% aos 68.100 pontos. Ao término da negociação normal, entre os contratos curtos, o DI de janeiro de 2011 subiu para 10,719%, com 1.496.080 contratos; o DI de abril 2011 foi a 11,15%, com 1.296.670 contratos; o de julho 2011 subiu para 11,63%(82.155 contratos); e o DI janeiro 2012 fechou em alta para 12,07%, com 264.130 contratos. O juro do DI janeiro 2013 subiu para 12,38%(151.040 contratos), e o do DI de janeiro 2014 avançou para 12,25%, com 27.215 contratos. O DI de janeiro 2017 subiu para 12,07% (24.035 contratos), e o DI janeiro 2021 avançou para 12,11% (5.335 contratos).

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